Porto Alegre, sábado, 20 de Dezembro de 2014

  • 27/01/2014
  • 18:32
  • Atualização: 18:44

Advogado diz que instalações elétricas do Mercado Público são precárias

Profissional avaliou ser prematura responsabilização do restaurante Atlântico pelo incêndio

Advogado diz que instalações elétricas do Mercado Público são precárias | Foto: Mauro Schaefer

Advogado diz que instalações elétricas do Mercado Público são precárias | Foto: Mauro Schaefer

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  • Samuel Vettori/Rádio Guaíba

O advogado de um dos sócios do restaurante Atlântico – banca 46 – avaliou ser prematura responsabilização do cliente pelo incêndio que destruiu parte do Mercado Publico, em julho passado. De acordo com Lúcio de Constantino, uma perícia independente realizada logo após o incidente apontou que o sistema elétrico não tinha condições adequadas. A Polícia Civil recebeu hoje a conclusão do Instituto Geral de Perícias apontando que as chamas tiveram origem em uma fritadeira do restaurante.

Constantino falou em “estado precário da instalação elétrica”. Os peritos do IGP, no entanto, concluíram que a fritadeira esquecida ligada causou o fogo. Os responsáveis serão indiciados por incêndio culposo, que ocorre quando não há intenção de provocar as chamas. A pena é de seis meses a dois anos de prisão, conforme o Código Penal. O laudo foi entregue seis meses depois do incidente.

Já a restauração da área atingida deve ser concluída até o fim do ano. A Prefeitura, no entanto, ainda espera o repasse da primeira parcela dos recursos, liberados através do PAC Cidades Históricas para a recuperação do prédio histórico. Ao todo, serão destinados R$ 19,5 milhões. A abertura provisória dos estabelecimentos comerciais atingidos pelas chamas ainda depende da liberação dos bombeiros, segundo a Associação dos Permissionários do Mercado Público.

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