Porto Alegre, segunda-feira, 24 de Novembro de 2014

  • 27/01/2014
  • 20:51
  • Atualização: 21:12

Usuários do transporte público enfrentam filas, mas driblam a greve com criatividade

Bicicleta e caronas foram algumas das formas utilizadas para se deslocar na Capital

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  • Laion Espíndula / Correio do Povo

Para driblar os incômodos do primeiro dia de greve dos rodoviários, os usuários recorreram a diversas alternativas para se deslocar na cidade. A principal foram as lotações, que receberam autorização da EPTC para transportar passageiros em pé. Alguns utilizaram a criatividade e organizaram caronas ou viagens de bicicleta.

Luiza Oliveira trabalha no Centro e mora na zona Sul da cidade. Pela manhã, a estagiária disputou um lugar no ônibus para chegar ao serviço. No fim do expediente, no entanto, ela preferiu voltar de bicicleta. Ela utilizou o sistema de aluguel de bicicletas Bike Poa. “Com a greve e sem saber quanto tempo ia demorar para voltar, resolvi alugar”, contou.

Para ela, andar de bicicleta é um exercício prazeroso. “Gosto muito. Quando não está muito escuro e não tenho aula à noite, costumo pegar uma bike para ir para casa”, acrescentou.

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A saída para o auditor externo Vinícius Nunes, que mora próximo à avenida Ipiranga, foi a lotação. O veículo recebeu a permissão também para andar nos corredores de ônibus. Apesar da alternativa, ele teve que esperar uns 45 minutos para conseguir uma. “Passou duas lotações e um ônibus lotados e preferi aguardar mais um pouco. Mesmo assim, acabei indo em pé, mas foi a solução que encontrei”, explicou.

Empresa pagou a diferença da passagem

A auxiliar administrativa Cristina Rodrigues também optou pelo transporte seletivo, ainda mais que seus chefes vão arcar com a diferença dos custos: “Fiquei presa na operação tartaruga na sexta. Quando fiquei sabendo que iriam entrar em greve, resolvi, hoje, pegar lotação. Vai ter um aumento na despesa, mas a empresa se ofereceu para repor essa diferença enquanto tiver a paralisação”.

Teve quem se arriscou a pegar um coletivo. A vendedora Dienifer Luana, por exemplo, ficou quase uma hora e meia na parada aguardando um ônibus. “Consegui um lugar para sentar, mas logo o veículo ficou lotado e ele foi se arrastando. Cheguei bem atrasada ao trabalho, só que liguei antes para avisar”, reclamou.

Com a experiência desta segunda, Dienifer já organizou uma carona para esta terça-feira. “Amanhã vou pegar uma carona com um vizinho. Moro no Parque dos Maias e só está passando uma linha lá. Além de não ter lotação”, completou.

Procura por táxis

A circulação de táxis aumentou bastante devido à greve. Sônia Lins, funcionária pública, criticou o trânsito em Porto Alegre e pediu um metrô urgentemente. “Acho muito complicado andar de carro, por causa do estresse nas ruas. Mesmo fora da greve, o ônibus tem muita demanda, demora. Então, decidi pegar um táxi. A solução para Porto Alegre é o metrô, porque a cidade não comporta tantos veículos”, resumiu.

Para o taxista Nilton Correa de Souza, a paralisação dos rodoviários resultou em mais trabalho. Ele contou que o faturamento foi entre 10% e 15% a mais dos que nos dias normais da semana. “A maioria que pegou táxi hoje foi para fugir da greve. Tanto que boa parte das corridas foi de curta distância. Quem mora longe tentou os primeiros ônibus da manhã ou nem vieram ao Centro”, analisou.

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