Porto Alegre, sábado, 22 de Novembro de 2014

  • 28/01/2014
  • 09:14
  • Atualização: 09:52

Parlamento da Ucrânia derruba leis antimanifestações

Publicação da legislação em janeiro gerou uma radicalização dos protestos

Deputados do parlamento ucraniano durante uma sessão extraordinária hoje, em Kiev | Foto: SERGEI SUPINSKY / AFP / CP

Deputados do parlamento ucraniano durante uma sessão extraordinária hoje, em Kiev | Foto: SERGEI SUPINSKY / AFP / CP

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  • AFP

O Parlamento da Ucrânia anulou nesta terça-feira as leis antimanifestações que provocaram uma radicalização dos protestos pró-europeus. Em uma sessão exibida ao vivo pela televisão, 361 deputados votaram a favor da abolição e outros dois contra. O resultado foi celebrado com aplausos.

A sessão foi adiada em seguida até as 14h (12h de Brasília), quando os deputados debaterão uma anistia dos manifestantes detidos durante os confrontos com a polícia. As leis antimanifestações previam penas de até cinco anos de prisão pelo bloqueio de edifícios públicos e multas ou detenção administrativa para os manifestantes que usassem máscaras ou capacetes, como fazem atualmente muitos ativistas em Kiev. Também previam trabalhos de interesse público para os autores de difamação na internet, o que foi criticado como uma forma de censura.

A adoção dos textos em 16 de janeiro foi seguida por uma radicalização do movimento que resultou em confrontos violentos entre manifestantes e policiais que deixaram pelo menos três mortos no centro de Kiev. A contestação também chegou ao restante do país e a maioria das administrações regionais do oeste estão ocupadas, o que impede o trabalho dos governadores nomeados pelo presidente Viktor Yanukovich.

A votação aconteceu durante uma sessão extraordinária do Parlamento convocada para tentar encontrar uma saída à crise que começou há mais de dois meses com a recusa do chefe de Estado a assinar um acordo de livre comércio com a União Europeia, preferindo uma aproximação com a Rússia. Na manhã desta terça-feira, o primeiro-ministro Mykola Azarov anunciou sua renúncia.

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