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28/01/2014 12:11 - Atualizado em 28/01/2014 12:18

Mantega nega definição de valor do corte do Orçamento de 2014

Ministro disse que número permitirá manter a solidez fiscal e a estabilidade da dívida líquida

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou hoje que ainda não está definido o valor do corte do Orçamento de 2014. No entanto, ele ressaltou que será fixado um valor que permitirá manter a solidez fiscal e a estabilidade da dívida líquida. Mantega disse também que o valor do corte será divulgado em fevereiro, mas preferiu não dar previsão de data. Segundo ele, o prazo de divulgação vai depender das discussões internas no governo. O governo, disse o ministro, tem conversado com o mercado, como sempre fez. "Nós sempre conversamos com o mercado e com vários segmentos da economia. Não tem novidade", afirmou.

Questionado sobre a volatilidade do câmbio, Mantega considerou que ela é resultado de movimentos de acomodação, que podem ser transitórios. "Como temos visto recentemente, temos tido vários momentos de volatilidade". Segundo Mantega, dois fenômenos levam ao período de volatilidade cambial vivido agora. Um deles é a política do Federal Reserve de redução dos estímulos. "O Fed pode tomar decisões que façam mais um corte nos estímulos que estão dando. Isto causa um pouco de instabilidade no mercado", afirmou.

Outro fator, para Mantega, é a perspectiva para a economia da China, que deu sinais de que poderia estar com acomodação do crescimento, o que afeta moedas dos países emergentes. "Isso leva à desvalorização das moedas em função das commodities. Quando a China cresce menos e consome menos commodities, como minério de ferro e cobre, isso afeta os mercados." "Alguns países sofrem mais, outros, menos. O Brasil tem posição sólida, porque tem muitas reservas e tem divida externa pequena. Na verdade, como temos mais reservas que nossa dívida, nossa
situação é estável", defendeu. Questionado se a situação da Argentina contamina outros emergentes, Mantega disse que aquele país também sofre com a volatilidade. "É uma volatilidade que perpassa todos os países", disse.


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Fonte: AE







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