Porto Alegre, sábado, 20 de Dezembro de 2014

  • 28/01/2014
  • 12:34
  • Atualização: 12:37

Filas e superlotação irritam usuários de ônibus

Apenas 30% da frota de coletivos circulou hoje durante a greve

Filas e superlotação irritam usuários de ônibus | Foto: Mauro Schaeffer

Filas e superlotação irritam usuários de ônibus | Foto: Mauro Schaeffer

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  • Mauren Xavier / Correio do Povo

O segundo dia de greve dos rodoviários em Porto Alegre foi marcado novamente por enormes filas nas paradas, a superlotação nos ônibus que circulavam e muitos atrasos. Por volta das 7h a frota máxima permitida - 30%, que representa 436 ônibus - já estava na rua, segundo a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC).

Nas paradas de ônibus do Centro o que se pode ver era muita insatisfação e reclamação. No final da linha do Campus/Ipiranga, ao lado da estação Mercado da Trensurb, mais de 60 pessoas faziam a volta na quadra. “Estamos esperando há mais de 30 minutos e nada do ônibus aparecer”, reclamou Rosângela Santos, que veio do bairro Parque dos Maias, no Rubem Berta. “Tenho consulta agendada no Hospital São Lucas da PUCRS e saí de casa três horas antes para não me atrasar e acho que não será o suficiente”, lamentou. O intervalo da linha Campus/Ipiranga normalmente é de 15 a 20 minutos.

Nas avenidas Farrapos e Assis Brasil, na zona Norte da Capital, os corredores de ônibus estavam todos lotados e diferente dos dias normais as fileiras de coletivos eram apenas os do transporte metropolitano. A diferença chegava a ser de um ônibus da Capital para cada seis metropolitano. Aqueles poucos de Porto Alegre que passavam nas paradas estavam abarrotados de passageiros. Muitos estavam espremidos nas portas de entrada e saída dos veículos.

Quem tentava pegar uma lotação acabava tendo o mesmo problema. Com a autorização para levarem passageiros em pé, os veículos vinham com a capacidade interna era bem maior. Muitas linhas optaram por circular dentro do corredor, o que facilitou para alguns passageiros. Pegar um táxi também se tornou um verdadeiro desafio com o aumento na demanda. Tentando ir para o serviço, próximo ao Porto Seco, Margarete Simon quase perdeu a paciência com a demora. “É um absurdo. Não tem ônibus, as lotações lotadas e nem conseguir pegar um táxi é possível”.

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TAGS » Greve, Geral, Ônibus