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29/01/2014 15:46 - Atualizado em 29/01/2014 17:40

Gleisi Hoffmann liga para Fortunati para saber a situação da greve

Prefeito da Capital conversou durante cerca de 20 minutos com a ministra da Casa Civil

O prefeito José Fortunati recebeu na manhã desta quarta-feira um telefonema da chefe da Casa Civil, ministra Gleisi Hoffmann. A conversa teria durado cerca de 20 minutos. Fortunati teria passado, a pedido do governo federal, um relatório sobre a situação da greve dos ônibus em Porto Alegre.

As informações serão repassadas por Gleisi à presidente Dilma Rousseff. O terceiro dia de greve dos rodoviários foi o mais difícil para os usuários do transporte público. Diferente dos últimos dois dias, quando 30% da frota circulou pelas ruas da Capital, nesta quarta-feira a paralisação é total. Desde as primeiras horas da manhã, os trabalhadores foram para frente das garagens das empresas impedir a saída dos ônibus.

O impasse

A greve dos ônibus gera transtornos no trânsito também aos motoristas. Sem coletivos, é maior o número de carros nas ruas. Com isso, algumas das principais avenidas de Porto Alegre tiveram congestionamentos durante a manhã desta terça-feira. Pontos na Protásio Alves, Carlos Gomes, Assis Brasil e Oswaldo Aranha foram os mais afetados.

O Sindicato das Empresas de Ônibus (Seopa) de Porto Alegre emitiu comunicado no início da tarde informando que entrará ainda nesta quarta-feira com uma ação de declaração de abusividade e ilegalidade da greve dos rodoviários. O motivo é o descumprimento por parte da categoria da determinação do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de circulação de 70% da frota nos horários de pico.

Já a Prefeitura informou nesta quarta que a tarifa dos ônibus será rediscutida em breve. Segundo o prefeito José Fortunati, tão logo os empresários do transporte coletivo decidam o percentual que darão de aumento aos rodoviários e de posse do relatório final do Tribunal de Contas do Estado (TCE), que analisa o valor da passagem, Fortunati diz que será obrigado a recalcular a tarifa. "Eu sou obrigado pela Lei 8.023, de 24/7/1997, que dispõe sobre o reajuste do sistema de transporte coletivo por ônibus de Porto Alegre, a recalcular o valor da passagem. É uma imposição legal", declarou.

Após o representante da Comissão de Negociação dos Rodoviários, Alceu Weber, afirmar que os ônibus poderiam voltar a circular na Capital sem a cobrança de tarifa ainda nesta quarta-feira, o sindicato da categoria rechaçou a possibilidade. O presidente do Sindicato dos Rodoviários, Júlio Gamaliel, disse que essa alternativa foi levantada na reunião no TRT, mas rejeitada.

“A gente ofereceu isso no TRT, mas a possibilidade foi descartada por não ser considerada viável. A juíza decretou que deveria ser colocada 70% da frota na rua e os trabalhadores decidiram por greve geral. Essa foi a decisão acatada”, declarou.

O Pleno do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RS) votará o resultado da Inspeção Especial sobre o Transporte Público de Porto Alegre no dia 12 de fevereiro. O processo, cujo relator é o conselheiro Iradir Pietroski, já possui mais de 3,5 mil páginas e as derradeiras informações enviadas pela prefeitura chegaram ao TCE-RS no último dia 15 de janeiro.

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Fonte: Correio do Povo






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