Porto Alegre, sábado, 25 de Outubro de 2014

  • 29/01/2014
  • 17:09
  • Atualização: 17:10

Desembargadora admite que é difícil para o sindicato pagar a multa

Rodoviários estão sendo multados em R$ 50 mil por dia por não cumprir com a determinação de 70% da frota

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  • Samuel Vettori/Rádio Guaíba

A desembargadora vice-presidente do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) no Rio Grande do Sul, que determinou o aumento de efetivo de rodoviários em meio à greve da categoria, comentou hoje que a condição financeira do sindicato dificulta o pagamento da multa imposta. Os trabalhadores decidiram, ontem, logo após a manifestação da magistrada, não acatar a decisão e terão, agora, de pagar, por dia, R$ 50 mil. O débito já soma R$ 100 mil. “As notícias são de que o sindicato está sem sede... mas temos recursos na justiça: acesso a contas bancárias, veículos... para executarmos as nossas medidas”, explicou a desembargadora Ana Luiza Heineck Kruse.

O sindicato já foi multado em R$ 50 mil em função da paralisação durante a greve geral nacional em junho do ano passado. O débito, que deve ser quitado pelos trabalhadores e pelas empresas de ônibus, ainda não foi pago, mas o prazo não se encerrou.

A desembargadora determinou ontem que 70% da categoria trabalhe em horários de pico e 30% nas demais horas do dia. Os trabalhadores não aceitaram e o sindicato decidiu pela paralisação geral. “O sentimento é de frustração... Não tenho como coagi-los a cumpri-la (a decisão)”, disse, reforçando que só cabe a aplicação de multa. Uma análise para apurar a influência dos dirigentes do sindicato na recusa de cumprimento da ordem judicial pode definir que a penalização saia do patrimônio dos diretores.