Porto Alegre, sábado, 25 de Outubro de 2014

  • 29/01/2014
  • 17:39
  • Atualização: 18:08

Procura por táxis e lotações aumenta em Porto Alegre devido à greve total

Demanda cresceu pelo menos 65% no transporte seletivo e cerca de 30% nos táxis

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  • Samantha Klein / Rádio Guaíba

No primeiro dia em que os rodoviários deixaram de colocar os coletivos nas ruas da Capital, a estimativa é de crescimento considerável na demanda de táxis e lotações. O presidente do Sindicato dos Taxistas de Porto Alegre, Luiz Nozari, estima que a procura cresceu cerca de 30%. Ele também afirmou que 90% dos 3,9 mil veículos estão nas ruas. “Pode haver carros em manutenção, mas nesse período só não trabalha quem não quiser”, comentou.

A utilização do transporte seletivo cresceu 65%. Cerca de 100 mil pessoas devem se deslocar através das lotações até o fim desta quarta-feira. Conforme a Associação dos Transportadores por Lotação (ATL) em Porto Alegre, a capacidade máxima está em operação em todos os horários.

Mesmo nas regiões mais distantes do Centro, foi possível observar algumas pessoas usando o serviço de táxi nesta quarta-feira. Nessa manhã, algumas vans e veículos clandestinos ofereciam o serviço de transporte. Conforme Nozari, o problema é conhecido, mas sem a ajuda do passageiro, é difícil coibir a prática. “É quase impossível por que não podemos caracterizar o transporte ilegal enquanto houver cumplicidade entre o prestador do serviço e o usuário”. Já o tempo de espera por táxis é de 40 minutos em média para os passageiros que acionarem as empresas de rádio-táxi. Na manhã desta quarta-feira, a demora chegou a quase 3 horas.

Quanto às lotações, são 403 veículos atendendo 29 linhas. Os funcionários já estão trabalhando em regime de hora-extra em acordo com as empresas. A passagem custa R$ 4,20 e não pode ser descontada do vale-transporte. O passageiro precisa recarregar o vale antecipado.

O gerente executivo da ATL, Rogério Lago, reconhece que a demanda é muito maior que a capacidade, mas não há brecha para ampliar o serviço. “Não podemos fazer mais além disso, já estamos transportando passageiros em pé e não há frota excedente para colocar na rua”.

O dirigente reconhece que a população do Extremo-Sul da cidade é a mais prejudicada. A Restinga é exemplo de local não atendido. “É mais complicado porque as pessoas vão descer no Centro e quem está no caminho, não consegue transporte”, sustentou. O processo licitatório para colocar linhas de lotação nos bairros Restinga e Belém Novo começou ainda em 2012. Porém, devido à contestação judicial de uma das concorrentes, ainda não foi possível oferecer o serviço.


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