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29/01/2014 23:02 - Atualizado em 29/01/2014 23:21

Passageiros se dividem ao comentar sobre a greve

Aposentada cadeirante precisou remarcar consulta médica do filho por falta de transporte

Aposentada cadeirante precisou remarcar consulta médica do filho por falta de transporte
Crédito: Fabiano do Amaral

No terceiro dia de greve e com 100% da frota de ônibus ausente das ruas, os porto-alegrenses sentiram na pele os efeitos da paralisação. Para quem não tem carro, a única alternativa foram os lotações, os quais foram liberadas para transportar, também, passageiros em pé. O aposentado Martins Velasco, 65, aguardava o lotação com tom de desconfiança sobre a atual situação de greve. “Eu não sei se o que está acontecendo é um conluio com os empresários e os trabalhadores, ou se é realmente uma greve a favor da classe. Enquanto não temos uma resposta, sou obrigado a esperar cerca de uma hora pelo transporte”, desabafa.

A aposentada Carla Sampaio enfrenta um drama maior. Cadeirante, perdeu parte das pernas em um acidente de carro e ficou sem alternativas durante a greve. Na terça-feira, perdeu a consulta do filho, Henrique, de dez meses, por não conseguir se deslocar até um hospital. “O único transporte que eu utilizava era o ônibus, já que nem todas os lotações têm espaço para cadeirante e de táxi, eu não ando”. Carla, foi agredida verbalmente por um taxista no final de dezembro devido a sua deficiência. “Quando eu falo que sou cadeirante, a maioria dos taxistas se nega a me buscar. Eu simplesmente não tenho escolha”, disse.

A consulta do filho teve que ser remarcada para fevereiro. Enquanto espera, Carla torce para que a situação já esteja normalizada. “Se os ônibus não estiverem funcionando até a data, perderei novamente a consulta”.



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Fonte: Correio do Povo






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