Porto Alegre, sábado, 25 de Outubro de 2014

  • 31/01/2014
  • 21:02
  • Atualização: 21:09

Hospital Psiquiátrico São Pedro tem redução de vagas de residência médica

Presidente do Simers afirmou que a redução das vagas pode agravar a epidemia do crack e de outras drogas

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  • Correio do Povo

Preocupados com a redução de vagas de residência médica no Hospital Psiquiátrico São Pedro em 2014, representantes de entidades ligadas à área procuraram o Ministério Público (MP) ontem para denunciar o caso. Uma representação será protocolada e a Procuradoria de Apoio aos Direitos deverá acompanhar o caso. Segundo o procurador-Geral de Justiça, Eduardo de Lima Veiga, o MP não tem prerrogativa de escolher as políticas públicas, mas faz a fiscalização delas.

O presidente do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers), Paulo Argolo Mendes, afirmou que a redução das vagas de 10 para cinco pode agravar a epidemia do crack e de outras drogas, já que boa parte do atendimento psiquiátrico no Estado está relacionado à dependência química. “O São Pedro tem uma experiência de mais de 30 anos de formação de médicos dessa especialidade”, ressaltou, lembrando que a psiquiatria é uma das especialidades mais procuradas pela população e já existe uma carência em relação à demanda. Ele espera que Lima Veiga converse sobre o problema com o governador Tarso Genro.

De acordo com as entidades, incluindo o Conselho Regional de Medicina do RS (Cremers), a Associação Médica do RS (Amrigs), a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), a Associação de Psiquiatria do RS (APRS), a Associação Brasileira em Defesa dos Usuários de Sistemas de Saúde e a Sociedade de Apoio ao Doente Mental, a diminuição das vagas contraria uma determinação do Ministério da Saúde que prioriza a formação de psiquiatras. Além disso, afirmaram ao procurador-geral, que após a Reforma Psiquiátrica, foram fechados mais de 30% dos leitos no Estado e quase 70% em Porto Alegre.

O presidente da APRS, Carlos Alberto Iglesias Salgado, advertiu que a formação de especialistas é crucial e que o São Pedro é um dos principais centros para o treinamento. “Não entendemos a razão de cortar a formação aqui, não é por critério técnico”, complementou o presidente da ABP, Geraldo Antônio da Silva. As entidades aguardam uma agenda com o governador para tratar do assunto.

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