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02/02/2014 10:39 - Atualizado em 02/02/2014 12:48

Eleições da Tailândia são marcadas por distúrbios

População foi às urnas em meio a cofrontos entre manifestantes favoráveis e contrários ao governo

Eleições na Tailândia foram marcadas por tumultos<br /><b>Crédito: </b> Christophe Archambault / AFP / CP
Eleições na Tailândia foram marcadas por tumultos
Crédito: Christophe Archambault / AFP / CP
Eleições na Tailândia foram marcadas por tumultos
Crédito: Christophe Archambault / AFP / CP

Os opositores perturbaram neste domingo a celebração das eleições legislativas em dezenas de circunscrições na Tailândia, uma nova ameaça para o país afetado por uma espiral de violência e pela paralisia política há vários meses. "Cumpri meu dever ao comparecer para votar. Não tenho medo", declarou em um local de votação no centro de Bangcoc quase deserto Pui, de 43 anos, que chamou o processo de "caótico".

No sábado, Bangcoc foi cenário de tiroteios nas ruas entre partidários e opositores do governo. Várias pessoas ficaram feridas. As imagens dos atos de violência convenceram muitos tailandeses a permanecer em casa. Apesar dos distúrbios, os locais de votação abriram as portas às 8h locais (23h de Brasília, sábado) e fecharam às 15h (6H de Brasília), como estava previsto.

A primeira-ministra Yingluck Shinawatra foi uma das primeiras a votar, sob rígida vigilância policial. Apesar das manifestações dos últimos três meses, Shinawatra se recusou a renunciar e antecipou as eleições em uma tentativa de superar a crise, mas a oposição boicotou a votação.

Em 127 das 375 circunscrições do país os manifestantes impediram total ou parcialmente a votação, informou a Comissão Eleitoral. Em Bangcoc, 488 dos 6.673 locais de votação não abriram ou fecharam mais cedo em consequência dos bloqueios dos manifestantes ou ausência de funcionários. No sul do país, reduto da oposição, cédulas e urnas foram bloqueadas.

Em um incidente separado, três soldados e um funcionário do governo morreram em uma emboscada no distrito de Khok Pho, em um ataque atribuído à rebelião separatista, que atua desde 2004 na região. Os opositores de Shinawatra, uma aliança de ultramonárquicos e de críticos do que chamam de "clã Shinawatra", concentram os protestos contra Thaksin Shinawatra, a figura que divide o país. O ex-primeiro-ministro foi destituído em 2006 por um golpe de Estado, mas continua governando por meio da irmã, segundo os detratores.



"Conselho do povo" contra eleições

A oposição deseja que o governo seja substituído por um "conselho do povo" não eleito. Os manifestantes querem eleições apenas dentro de um ano, pois consideram que a votação deste domingo serve apenas para prorrogar o controle do partido Puea Thai.

Para analistas, as eleições não conseguirão reduzir a profunda divisão na sociedade tailandesa entre partidários e críticos de Thaksin, que desde 2006 já provocou diversos confrontos violentos no país. Em 2010, o movimento dos "camisas vermelhas", leais a Thaksin, foi reprimido pelo exército e mais de 90 pessoas morreram.

Nos últimos meses, 10 pessoas morreram e centenas de tailandeses ficaram feridos em tiroteios e confrontos com a polícia. Em Bangcoc, onde está em vigor o estado de emergência, milhares de opositores saem regularmente às ruas.

Apesar dos protestos, o partido governista Puea Thai é o favorito nas eleições, enquanto a principal formação de oposição, o Partido Democrata, optou pelo boicote. Mesmo em caso de vitória, o Puea Thai não conseguirá a maioria de 95% dos deputados para governar da maneira desejada e o governo poderá apenas administrar o dia a dia.

Nas próximas horas devem ser anunciados apenas resultados parciais, segundo a Comissão Eleitoral. A crise coincide com a preocupação sobre o estado de saúde do rei Bhumibol Adulyadej, de 86 anos, monarca há 60 anos. Analistas acreditam que sem um acordo entre os campos rivais existe a possibilidade de um golpe de Estado.

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Fonte: AFP






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