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03/02/2014 10:47 - Atualizado em 03/02/2014 10:55

Greve de rodoviários pesa no bolso dos trabalhadores

Custos com alternativas chegam a ultrapassar 100% do que era gasto diariamente

Vans foram alternativas nesta segunda<br /><b>Crédito: </b> Samuel Maciel
Vans foram alternativas nesta segunda
Crédito: Samuel Maciel
Vans foram alternativas nesta segunda
Crédito: Samuel Maciel

Ao entrar no oitavo dia a greve dos rodoviários em Porto Alegre pesa no bolso dos trabalhadores. Em busca de alternativas, como lotações, vans escolares – que foram liberadas no domingo – ônibus clandestinos e táxi, os passageiros tentam administrar os altos prejuízos com o transporte. Em alguns casos os custos ultrapassam 100% do que era gasto diariamente.

A principal dificuldade é que a maior parte da diferença não será ressarcida, como é o caso dos profissionais autônomos e diaristas. “Se gasto R$ 2,80 ou R$ 20,00 para chegar ao trabalho não importa. O custo é meu. Sem contar os transtornos e a demora para se deslocar”, comentou a diarista Suelem Rocha, que mora na Lomba do Pinheiro, zona Leste da Capital e estava seguindo para o bairro Chácara das Pedras. E a alternativa de ficar em casa nem pode ser cogitada. “Caso não for trabalhar também não receberei nada”, comentou ela, ao encarar mais uma maratona na manhã de ontem.

Na espera por uma lotação para ir ao Centro, Quesia Melo olhava preocupada várias vezes para o relógio. Na memória, os transtornos que enfrentou na sexta-feira passada, em que ficou das 7h40min às 9h10min esperando uma lotação. “A maioria estava cheia demais e nem parava. Pelo jeito será mais um dia difícil”. O único alívio é que o chefe assumiu os custos com o transporte alternativo. O preço da lotação é R$ 1,40 a mais na comparação com o do ônibus regular, que é de R$ 2,80.

Sem o transporte público, além de esperarem horas nas paradas, os passageiros sofrem com o aperto dos veículos que passam sobrecarregados. Sem fiscalização, um ônibus clandestino, vindo do bairro Lomba do Pinheiro, estava literalmente “abarrotado” de passageiros ao circular pela avenida Bento Gonçalves, no bairro Partenon. Na frente, uma folha ofício indicava o destino final - o centro de Porto Alegre - e o valor de R$ 3,00 (R$ 0,20 a mais do que a tarifa dos ônibus regulares).

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Fonte: Mauren Xavier / Correio do Povo






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