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03/02/2014 12:20 - Atualizado em 03/02/2014 12:28

Começa análise de risco em 150 árvores de Porto Alegre

Vegetais estão concentrados na Redenção, Parque Moinhos de Vento, praças XV, da Matriz, Alfândega e Dom Feliciano

A análise de risco de 150 árvores de grande porte localizadas no Parque Farroupilha (Redenção) e em áreas de grande movimentação, como o Centro Histórico de Porto Alegre, começou nesta segunda. O trabalho que está sendo feito pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas de São Paulo (IPT) também será executado em plantas no Parque Moinhos de Vento, nas praças XV, da Matriz, Alfândega e Dom Feliciano e em vias de grande circulação do Centro Histórico.

Na primeira semana de trabalho, o IPT fará o levantamento visual. Após a análise externa, os técnicos passarão a emitir boletins técnicos de manejo de alguns espécimes caso seja detectado risco. Por fim, os técnicos utilizarão resistômetros e tomógrafos para examinar a parte interna dos vegetais que julguem necessários. A partir das análises, será elaborado laudo probabilístico de ruptura do tronco com orientações para que a Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Smam) tome as medidas cabíveis em relação a cada árvore. Técnicos do órgão irão acompanhar todo o trabalho do IPT para se apropriarem da metodologia de avaliação.

O secretário do Meio Ambiente Cláudio Dilda destacou que a análise de 150 árvores não exime o risco do restante dos vegetais da cidade. “Não podemos ser levianos e criar a sensação de que nenhuma outra planta vai cair. É como a EPTC dizer que não vai haver mais acidentes de carro”, completou. Conforme ele, a amostragem é importante, pois as árvores escolhidas para a análise são antigas, de grande porte e estão em locais de grande circulação.

Dilda ressaltou ainda que antes da elaboração do Plano Diretor de Arborização Urbana (PDAU), os plantios ocorriam de forma desordenada. “Os problemas decorrentes da arborização urbana, em especial das vias e parques, tem mais de 40 anos. Muitas árvores foram plantadas de forma inadequada e sem planejamento. Hoje, estamos buscando equacionar esta situação, qualificando as podas e capacitando quem trabalha com a arborização e isso se faz mediante o manejo da vegetação”, disse.

Além da análise, o IPT realizará curso de uma semana com cerca de 20 técnicos que lidam com vistoria e manejo da arborização na Smam. A capacitação, que deve ocorrer em abril, tem como objetivo atualizar os conhecimentos sobre avaliação de risco. Conforme Dilda, poucas prefeituras possuem equipamentos de análise interna de vegetais. “A maioria das cidades utiliza as técnicas de análise externa dos vegetais. Porém, após o término do trabalho do IPT em Porto Alegre vamos analisar a viabilidade de adquirir equipamento de análise interna.”


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Fonte: Rádio Guaíba






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