Porto Alegre, sábado, 25 de Outubro de 2014

  • 03/02/2014
  • 12:55
  • Atualização: 13:00

Expectativa é de que 80% da frota de vans circule nesta terça

Cerca de 40% dos veículos escolares saíram às ruas pela manhã

Vans são alternativas para a greve de ônibus | Foto: Samuel Maciel

Vans são alternativas para a greve de ônibus | Foto: Samuel Maciel

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  • Mauren Xavier / Correio do Povo

A utilização de veículos escolares em Porto Alegre, amenizou na manhã desta segunda-feira os transtornos provocados aos passageiros em função da greve dos rodoviários. Segundo o presidente da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), Vanderlei Cappellari, cerca de 40% da frota total de 617 veículos atendeu ao chamamento da Prefeitura e circulou pela cidade.

De acordo com o diretor jurídico do Sindicato dos proprietário de Veículos Escolares (Sintepa), Jaires Maciel, muitos profissionais estavam de férias, mas retornaram para auxiliar no transporte. Ele destacou que a expectativa é de que 80% da frota esteja operante nesta terça-feira, se a greve permanecer. Caso isso ocorra, representará 15 mil assentos por viagem. “Estamos atuando em regime de solidariedade e focados em auxiliar os trabalhadores no seu deslocamento”, destacou. As vans estão distribuídas por oito bacias, que atendem toda a cidade.

O início da manhã foi marcado pelo desencontro de informações. Muitos passageiros tinham dúvidas sobre os locais onde os veículos escolares passariam, assim como os trajetos. Para facilitar o embarque e desembarque dos passageiros os veículos utilizaram os corredores de ônibus nas principais avenidas, como Bento Gonçalves e Protásio Alves. Um dos pontos de saída foi o Terminal Antônio de Carvalho, no cruzamento das avenidas Bento, Ipiranga e Antônio de Carvalho. No local, as vans definiam o roteiro conforme a demanda.

“Ia seguir pela Protásio Alves, mas troquei e vou pela Ipiranga, enquanto a outra van pega os passageiros da Protásio”, comentou Marcos Guterres, enquanto organizava os roteiros com o colega. Guterres, que trabalha há 16 anos como motorista de veículo escolar, apoiou a iniciativa. “Só não poderei circular o dia todo porque o Colégio Militar (onde trabalha) retomou as aulas hoje. Mas pretendo ficar na rua até à noite”, comentou ele.

Dentro de uma van escolar, a doméstica Rosane Trajano comemorou a alternativa de transporte. “Não resolve, mas ajuda pelo menos”, destacou ela, enquanto se dirigia para o serviço, próximo ao shopping Iguatemi. Rosane lembrou que sem a greve demorava 40 minutos no deslocamento pegando apenas um ônibus. Sem o transporte público, além de pagar mais, teve o tempo de viagem triplicado. “É uma falta de respeito com o trabalhador”, lamentou.

Foi estipulado pela Prefeitura que o valor máximo a ser cobrado pela viagem era de R$ 4,20, o mesmo das lotações. Em função da dificuldade com o troco, a maioria cobrou R$ 4,00. A recomendação é que se for cobrado valor a mais, o passageiro deve anotar o prefixo e denunciar.

Apesar de ter auxiliado no deslocamento de passageiros, a utilização das vans escolares têm prazo para terminar. A partir de 17 de fevereiro (em duas semanas) as escolas particulares retomam as aulas. E a partir do dia 24, a rede pública. Isso comprometerá a circulação das vans escolares.

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