Porto Alegre, domingo, 21 de Dezembro de 2014

  • 03/02/2014
  • 22:33
  • Atualização: 22:57

Concessionárias projetam futuro reajuste na passagem de ônibus

Em assembleia, rodoviários analisam nova proposta nesta terça para definir rumo da greve

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  • Cíntia Marchi / Correio do Povo

Ainda que o acordo que pode pôr fim à greve dos rodoviários em Porto Alegre não esteja sacramentado, a expectativa dos empresários do setor é de normalização do serviço na Capital, afetados desde a segunda-feira da semana passada. Os representantes das concessionárias projetam um futuro reajuste da passagem em breve. Atualmente a tarifa é de R$ 2,80 na cidade.

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O gerente-executivo do Sindicato das Empresas de Ônibus de Porto Alegre (Seopa) e da Associação de Transportadores de Passageiros (ATP), Luiz Mário Magalhães Sá, lembrou que o aumento é algo que depende dos relatórios de inspeção do Tribunal de Contas – cujo parecer deve ser emitido pelo Ministério Público de Contas nesta terça – mas que pode vir a ocorrer. “A expectativa é que haja uma atualização dos nossos custos e a mão de obra é um custo muito significativo”, afirmou, na saída da reunião de conciliação no TRT, na tarde desta segunda-feira.

O presidente do Sindicato dos Rodoviários, Júlio Gamaliel, pediu desculpa à população pelos transtornos causados nos últimos dias – quando nenhum ônibus circulou na Capital. Ainda assim, ele reconheceu que a proposta elaborada ao longo da tarde poderá ser rejeitada na assembleia da manhã desta terça-feira e a greve ter continuidade. “A gente vai trabalhar para que o acordo seja aceito. Não é fácil fazer um dissídio coletivo, mas hoje chegamos num êxito para todo mundo ficar contente”.

Na avaliação de Alceu Weber, da comissão de negociação, faltam ainda 49 cláusulas para serem negociadas. “Mas os pontos acertados são importantes à categoria”, frisou.

Ônibus podem voltar a circular nesta terça

Os rodoviários se reúnem em assembleia a partir das 8h desta terça-feira, no Ginásio Tesourinha. Eles avaliarão proposta de reajuste de 7,5%, R$ 19 para o vale-refeição e R$ 10 para o plano de saúde. Caso o texto seja aprovado, a categoria comprometeu-se a colocar 70% da frota dos coletivos nas ruas até a tarde. A partir de então, rodoviários e empresas discutem outros pontos da negociação por 48h.

Se a proposta for negada, a negociação volta à estaca zero.

Fortunati vai a Brasília buscar apoio federal

Quase em paralelo à assembleia dos rodoviários, o prefeito José Fortunati, que também preside a Frente Nacional de Prefeitos, participa, às 10h, de reunião no Ministério da Fazenda, em Brasília, para debater o Regime Especial de Incentivos para o Transporte Coletivo Urbano. A audiência ocorre em razão da greve da categoria.

Fortunati tenta buscar um acordo com o governo federal para pedir a votação imediata do projeto de lei que vai estabelecer uma série de medidas para organizar o sistema. A concessão de benefícios fiscais para empresas do setor, modelo de planilha de custo único para todo o país e medidas de transparência são algumas das ações previstas.

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