Porto Alegre, sexta-feira, 24 de Outubro de 2014

  • 04/02/2014
  • 08:05
  • Atualização: 10:39

Representante dos rodoviários diz que empresários fizeram teatro no TRT

Wenceslau Machado reclamou que pedido de redução da jornada de trabalho não foi atendido

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  • Correio do Povo e Rádio Guaíba

Pouco antes da assembleia dos rodoviários que vai definir pela continuidade ou não da greve, um dos integrantes da comissão de negociação, Wenceslau Machado, afirmou que os empresários fizeram teatro na reunião realizada no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) nessa terça-feira. Machado reclamou do índice de reajuste proposto e do fato de os trabalhadores terem que pagar pelo plano de saúde na proposta feita pela patronal.

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Wenceslau Machado questionou ainda o fato de os empresários não terem sinalizado pela aprovação dos itens da pauta dos rodoviários relativos à redução da jornada de trabalho e ao fim do banco de horas. Segundo ele, o encerramento da greve seria aprovado imediatamente se a proposta atendesse a esses pedidos.

“Se eles aprovarem as seis horas e a queda do banco de horas de compensação, será o sonho de todo rodoviário, que é qualidade de vida acima de tudo. Com certeza a greve termina no momento que isso for aprovado. Mas eles conseguiram fazer um teatro muito bem feito ontem, onde isso foi colocado de lado. Se preocuparam com o nosso índice, que foi metade do que pedimos. O tíquete foi até bom e se preocuparam também com plano de saúde, que não pagávamos nada e agora teremos que pagar. Se vir a pauta das seis horas e o banco de horas cair, passa 100%”, declarou à Rádio Guaíba.

O representante da comissão de negociação, no entanto, evitou dizer que a proposta da patronal não será aprovada na assembleia. Machado afirmou que essa decisão fica a cargo dos trabalhadores. “Não posso falar que a greve vai ou não terminar hoje. Isso depende da categoria. O movimento está grande. Estamos esperando para ver o que vai dar. A situação é que ontem a gente se comprometeu a trazer a proposta que foi feita durante aquelas horas de reunião. Vai depender da categoria. A nossa função é ir para a mesa de negociação e trazer para os trabalhadores decidirem. Nós não decidimos nada”, completou.

Na reunião no TRT, a proposta de acordo para os rodoviários retornarem ao trabalho foi de reajuste de 7,5% à categoria, vale-alimentação de R$ 19 e contrapartida de R$ 10 no plano de saúde. Caso seja aprovada pelos trabalhadores na assembleia, 70% da frota será colocada na rua a partir do meio-dia pelas próximas 48 horas – período destinado à negociação de outros pontos da pauta de reivindicações de motoristas e cobradores.

Caso o acordo passe pela assembleia, os empresários comprometeram-se a não descontar os dias parados do salário dos trabalhadores e a não puní-los. Se for rejeitado, a negociação volta à estaca zero.

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