Porto Alegre, sábado, 20 de Dezembro de 2014

  • 04/02/2014
  • 18:04
  • Atualização: 18:06

Empresários cogitam demitir grevistas; rodoviários duvidam

Trabalhadores querem reajuste de 14% e redução de jornada, empresários dizem que cederam a todos os pontos

Empresários cogitam demitir grevistas, mas rodoviários duvidam | Foto: Tarsila Pereira

Empresários cogitam demitir grevistas, mas rodoviários duvidam | Foto: Tarsila Pereira

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  • Samantha Klein/Rádio Guaíba

O Sindicato das Empresas de Ônibus de Porto Alegre (Seopa) divulgou, em nota oficial, que os dias parados serão descontados dos rodoviários em greve, e deixou claro que esse item passou a ser inegociável. A entidade também alertou que possíveis demissões poderão ocorrer, de acordo com o que permite a lei de greve. A alegação é a de que a paralisação é ilegal, conforme avaliou o Tribunal Regional do Trabalho da 4ªRegião.

A entidade que representa os empresários decidiu ainda encaminhar o ajuizamento do dissídio coletivo, partindo da oferta inicial de reajuste dos salários pelo INPC (5,57%). O sindicato destacou que cedeu a todos os pontos colocados em discussão no TRT para se chegar definitivamente ao término da greve, o que ainda não ocorreu.

A entidade ainda fala que concentrou os esforços para atender as três principais reivindicações dos rodoviários, eleitas por eles mesmos como prioritárias: reajuste no salário e no vale-alimentação, e permanência do subsídio do plano de saúde. O Seopa aceitou ainda a circulação de 70% da frota, abrindo mão da principal exigência, que era a operação integral do serviço. A negociação foi derrubada em assembleia dos rodoviários na manhã desta terça-feira. Os trabalhadores dizem, agora, que a prioridade é negociar a jornada de trabalho e insistem em reajuste de 14%.

Porém, os rodoviários disseram duvidar da demissão de 8,5 mil funcionários. O sindicalista Luiz Afonso Martins usa como o exemplo da Carris, onde trabalha. Ele sustenta que não há motoristas suficientes para atender a demanda. “Falta pelo menos 10% do número mínimo necessário. Duvidamos que encontrem pessoal qualificado com a jornada de trabalho que nos fazem cumprir”, atacou.

Conforme o grevista, a paralisação pode durar meses, já que as centrais sindicais de todo o País poderão auxiliar os trabalhadores. “A CST-Conlutas está divulgando uma circular em solidariedade aos trabalhadores de Porto Alegre e pode ser criado um fundo de greve”, disse Martins.

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