Porto Alegre, segunda-feira, 24 de Novembro de 2014

  • 05/02/2014
  • 18:00
  • Atualização: 18:11

Ex-ministro da Saúde alega que acordo com Cuba é similar a outros 60 países

Médica cubana deixou posto de trabalho por se sentir enganada e pediu asilo

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O ex-ministro Alexandre Padilha divulgou uma nota sobre a saída da cubana Ramona Rodrigues do Programa Mais Médicos. A profissional abandonou a cidade de Pacajá (PA), onde trabalhava desde outubro no sábado e está abrigada na direção do DEM. A decisão de sair do programa, segundo ela, foi tomada depois de saber o valor que é repassado para profissionais brasileiros que trabalham no programa: R$ 10 mil. Ramona diz receber o equivalente a US$ 400, por intermédio da Sociedade Mercantil Cubana Comercializadora de Médicos Cubanos.

Padilha sustenta que o trato entre Opas e o Ministério da Saúde de Cuba segue regras similares para 60 países. "Não é um acordo que tenha por objetivo dar sustentação política a esse ou aquele regime. Temos mais de 5 mil médicos realizando um atendimento aprovado pela população exatamente nas áreas onde não temos profissionais para cuidar dos brasileiros mais carentes", disse em nota.

O ex-ministro afirma que as regras firmadas no acordo são transparentes. "Os casos isolados devem ser analisados individualmente respeitando as decisões pessoais, mas também as regras contratadas entre as instituições e seus profissionais", destaca.

Pelo acordo, profissionais que se desligam do programa perdem o visto de permanência no País e a licença para trabalhar como médicos. Ele termina a nota salientando que o País tem regras que tratam da concessão de asilo, que seguem diretrizes de convenções internacionais. "Todas elas têm de ser cumpridas, levando-se em conta que o direito das pessoas vem em primeiro lugar".


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