Porto Alegre, quarta-feira, 26 de Novembro de 2014

  • 06/02/2014
  • 12:59
  • Atualização: 13:01

Cesta básica registra queda de 2,47% em janeiro em Porto Alegre

Banana, o arroz e o pão foram alimentos que tiveram maior alta no mês

Banana, o arroz e o pão foram alimentos que tiveram maior alta de preços no mês | Foto: Tarsila Pereira

Banana, o arroz e o pão foram alimentos que tiveram maior alta de preços no mês | Foto: Tarsila Pereira

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  • Cláudio Isaías / Correio do Povo

A cesta básica de Porto Alegre registrou queda de 2,47% em janeiro, passando de R$ 329,18 em dezembro de 2013 para os atuais R$ 321,05. A taxa verificada em janeiro de 2013 foi de 5,08%. Os dados foram divulgados nesta quinta pela economista Daniela Sandi, do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Na avaliação mensal, dos 13 produtos que compõem a cesta, quatro registraram queda em janeiro: o tomate (-25,16%), a batata (-13,58%), o leite (-10,33%) e o feijão (-1,4%). Por outro lado, nove itens subiram de preço. Os “vilões”, segundo Daniela, foram a banana (6,17%), o arroz (5,99%) e o pão (2,89%).

Em 12 meses, a cesta acumula alta de 3,79%. Nesse período, oito produtos estão mais caros. Os maiores aumentos foram verificados na farinha de trigo (32,56%), na banana (24,89%), no feijão (21,18%) e no pão (16,64%). Em sentido inverso, cinco itens ficaram mais baratos, sendo os maiores recuos verificados no tomate (-26,74%) e no óleo de soja (-21,69%).

Em janeiro deste ano, o valor da cesta básica representou 48,20% do salário mínimo líquido, contra 52,77% em dezembro de 2013 e 49,59% em janeiro de 2013. O trabalhador com rendimento de um salário mínimo necessitou, em janeiro, cumprir uma jornada de 97h33min para adquirir os alimentos básicos. A variação da cesta básica no período do Plano Real ficou em 381,70%, enquanto o INPC no mesmo período variou 359,82 % e o salário mínimo 1.017,46% (variação nominal). M

Metade das 18 capitais onde o Dieese realiza, mensalmente, a pesquisa nacional da cesta básica apresentou alta no preço do conjunto de gêneros essenciais, enquanto outras nove cidades registraram queda. As maiores elevações foram apuradas em Brasília (5,49%), Manaus (5,04%) e Recife (2,21%). As retrações mais expressivas ocorreram em Campo Grande (-4,19%), Porto Alegre (-2,47%) e Curitiba (-2,41%).

Segundo Daniela, o salário mínimo necessário para suprir as despesas de uma família com quatro pessoas, com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, em janeiro de 2014 deveria equivaler a R$ 2.748,22, três vezes maior do que o mínimo de R$ 724, que entrou em vigor em 1º de janeiro deste ano.

Em dezembro de 2013, o salário mínimo necessário era maior, equivalendo a R$ 2.765,44, ou 4,08 vezes o piso então vigente, de R$ 678. Em janeiro de 2013, o valor necessário para atender às despesas de uma família chegava a R$ 2.674,88, ou seja, 3,95 vezes o salário mínimo então em vigor de R$ 678,00.

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