Porto Alegre, domingo, 26 de Outubro de 2014

  • 06/02/2014
  • 18:27

Tarso Genro admite possibilidade de não financiar Metrô da Capital

Governador voltou a condicionar empréstimo a aprovação do projeto que muda indexador da dívida dos Estados

Tarso voltou a condicionar empréstimo a aprovação do projeto que muda indexador da dívida dos Estados | Foto: André Ávila / CP Memória

Tarso voltou a condicionar empréstimo a aprovação do projeto que muda indexador da dívida dos Estados | Foto: André Ávila / CP Memória

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  • Samantha Klein/Rádio Guaíba

 Após uma série de reuniões em Brasília para tentar articular a aprovação do projeto de renegociação e mudança de indexador da dívida dos estados, o governador Tarso Genro admitiu que o Estado pode não cumprir a promessa de financiar o Metrô de Porto Alegre. Seguindo a orientação do ministro da Fazenda, Guido Mantega, a maioria dos senadores aceitou o adiamento da votação para o mês de março.

No fim do ano passado, o Piratini garantiu R$ 1,080 bilhão para as obras de construção do empreendimento na Capital. Hoje, Tarso disse que se não houver garantias de renegociação do passivo com a União, “é impossível” garantir a verba. “Os demais financiamentos não serão afetados, mas o Metrô se torna impossível. Dissemos que iríamos utilizar o espaço fiscal permitido pela renegociação. Sem isso, da nossa parte, não há recursos”, reiterou.

O chefe do Executivo criticou duramente os argumentos do ministro para adiar a votação. Mantega se referiu à turbulência dos mercados internacionais e à possibilidade de enfraquecer a imagem do País diante de investidores estrangeiros. “Como se a conturbação dos mercados tivesse prazo para terminar. O Brasil mantém reservas e não deve se submeter à opinião de agências de risco”, avaliou.

No atual modelo de negociação dos juros do passivo dos Estados, em 2027, quando termina o prazo de pagamento da dívida gaúcha, ainda sobrarão R$14 bilhões a serem pagos. Com a aprovação do projeto, o Estado deixa de comprometer o mesmo volume de receita e já pode contratar até R$1 bilhão em financiamentos a partir do ano que vem.

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