Porto Alegre, sexta-feira, 24 de Outubro de 2014

  • 07/02/2014
  • 22:12
  • Atualização: 22:13

Custo do frete deve aumentar em 14%, a partir de março

Empresas de cargas calcularam aumento de custos na casa de 7,85%

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  • Rádio Guaíba

O Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas e Logística no Estado do Rio Grande do Sul (Setcergs) referendou a recomendação da Associação Nacional de Transporte e Logística (NTC & Logística). Cálculo indicou que o valor do frete seja reajustado em pelo menos 14,06%, a partir de março.

O coordenador da Comissão de Equilíbrio Concorrencial e vice-presidente de Transportes do Setcergs, Jaime Krás Borges, relatou que o Departamento de Custos Operacionais, Estudos Técnicos e Econômicos (Decope) da NTC & Logística apurou nos últimos 12 meses, aumento acumulado de 7,85% nos custos operacionais de transporte rodoviário de carga fracionada. O óleo diesel foi o item que mais pesou para o reajuste. O litro subiu, em média, 17,27% na bomba. Os insumos que também colaboraram para esse aumento foram os salários de motoristas e ajudantes, com aumento acumulado de 10,22% e 10,23% respectivamente, as despesas administrativas (exceto salários), com 5,67%; salários administrativos, com 10,12%; pneus, com 12,7%; veículos, com 6,87%; seguros, com 6,07% e recapagem, com 3,77%.

Já uma pesquisa realizada pelo Decope junto às empresas de transporte de carga fracionada identificou defasagem de frete na ordem de 5,78% no ano de 2013, que é a diferença entre o frete efetivamente praticado e o custo necessário para remunerar a atividade. Isso porque no ano passado as empresas não obtiveram êxito na renegociação dos acordos de preços com os clientes, principalmente pela diminuição do ritmo da atividade econômica nacional.

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