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10/02/2014 08:29 - Atualizado em 10/02/2014 08:39

Porto Alegre vira canteiro de obras inacabadas

Na zona Sul, duplicação da avenida Tronco está parada há dois meses

Moradores da região reclamam da quantidade de poeira e lixo acumulados no trecho
Crédito: Tarsila Pereira

Porto Alegre transformou-se em um grande canteiro de obras inacabadas. Escavações e operários estão por todos os lados, em especial no que se refere à mobilidade urbana. O grande problema é que a maioria das intervenções se encontra praticamente parada. Enquanto isso, o ritmo da cidade segue acelerado. Exemplo dessa realidade é a duplicação da avenida Tronco, na zona Sul.

A intervenção feita na avenida Moab Caldas se deu em um pequeno trecho entre as ruas Neves e a Francisco Massenados. O projeto total compreende 5,3 quilômetros porém, há no mínimo dois meses, os trabalhos pararam completamente. Basta trafegar pela avenida para observar onde houve o alargamento, já que o asfalto foi substituído por placas de concreto. Enquanto isso, a população sofre com os transtornos, como poeira, lixo e falhas de sinalização.

Morador há 40 anos da Moab Caldas, Valdair Rodrigues não acredita que verá a duplicação concluída. “É sempre assim. Falam muito, mas não acontece nada e os transtornos ficam com os moradores”, destaca. Sem a conclusão da obra, ele não pode terminar o muro de proteção da sua casa. “Estou no aguardo da delimitação do terreno, mas até agora nada”, lamenta.

Outro transtorno é a quantidade de poeira e lixo acumulados devido aos trechos sem asfalto. “Preciso limpar a casa todos os dias”, reclama a costureira Vanisa, esposa de Valdir. A poucos metros, Marcelo Gonçalves sofre para manter limpa a área do entorno do condomínio em que trabalha na Moab Caldas. “Todo dia é enorme a quantidade de lixo e poeira acumulados. Nos dias de chuva é pior”, diz.

Entrave está na remoção de famílias


Considerada essencial para melhorar a mobilidade urbana e facilitar a ligação entre as zonas Sul e Norte, sem passar pelo Centro da cidade, a duplicação da avenida Tronco é esperada há mais de quatro décadas pela comunidade. O entrave para o avanço da obra, segundo a prefeitura, é o fator social, já que é preciso remover 858 famílias que estão no trajeto da duplicação.

A prefeitura identificou a necessidade de remover 1,5 mil famílias, mas até agora conseguiu retirar 642. “Não é um processo fácil e rápido. Respeitamos o tempo de cada um e a sua situação. Muitas aderiram ao processo de indenização, outras não querem sair da região”, explica o diretor-geral adjunto do Departamento Municipal de Habitação (Demhab), Marcos Botelho.

Essas 858 famílias aguardam a construção das casas em terrenos na região. Mas, segundo o secretário Municipal de Gestão, Urbano Schmidt, há dificuldade de contratar serviços de construção civil. “Fizemos três licitações. Na última, tivemos apenas uma selecionada que está passando pela análise da Caixa Econômica Federal e aguardamos a aprovação para o início das obras”, explica. A expectativa é que a tramitação seja finalizada até junho.

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Fonte: Correio do Povo







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