Porto Alegre, quinta-feira, 23 de Outubro de 2014

  • 10/02/2014
  • 22:52
  • Atualização: 23:18

BM apreende 30 mil ovos de tartarugas em criadouros ilegais no RS

Operação Quelônio tem mais de 50 integrantes que vão reintegrar animais à natureza

Operação Quelônio tem mais de 50 policiais que vão reintegrar animais à natureza | Foto: CABM/Divulgação CP

Operação Quelônio tem mais de 50 policiais que vão reintegrar animais à natureza | Foto: CABM/Divulgação CP

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  • Correio do Povo

O Comando Ambiental da Brigada Militar apreendeu mais de 30 mil ovos de tartarugas em ação no Litoral Sul do RS.  A Operação Quelônio tem como finalidade fiscalizar a desova da tartaruga tigre d’água (Trachemys dorbigni) e coibir o comércio ilegal e o tráfico de animais.

Os policiais esvaziaram os “canteiros de ovos”, para reinserí-los no ambiente natural. Uma equipe da PATRAM com mais de 50 integrantes realiza patrulhas para identificar outros locais onde possam existir outras ninhadas construídas pelo homem.

Após a localização dos canteiros de ovos, é realizada a identificação dos espécimes que estão com cerca de 3 cm, feita a coleta e o transporte dos animais para o Núcleo de Reabilitação da Fauna Silvestre da UFPEL, um local adequado com melhores condições para proporcionar a soltura dos animais. A tartaruga tigre d’água é um réptil da família dos quelônios. O período de acasalamento na natureza acontece entre julho e abril.

A desova estende-se de agosto a janeiro e a fêmea constrói buracos na terra ou areia para postar seus ovos. A fêmea desova até 18 ovos por postura. Estes eclodem após 60 a 120 dias. O habitat destes quelônios estende-se pelos pântanos, banhados, lagos, riachos e rios do Rio Grande do Sul, predominando na região da lagoa dos patos e o banhado do Taim.

O Coronel Ângelo Silva, Comandante do Comando Ambiental da Brigada Militar que comandou a Operação Quelônios, afirma que os animais seriam comercializados ilegalmente por um valor de R$ 5 a R$ 10, mas que poderia chegar até R$ 160 reais em outros mercados. 



Os policiais esvaziaram os “canteiros de ovos”, para reinserí-los no ambiente natural Foto: CABM / Divulgação / CP


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