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11/02/2014 19:30

Câmara dos Deputados adia definição sobre comando de comissões

Líderes partidários devem definir na próxima semana a divsão dos grupos de trabalho

Diante do impasse da criação de novas comissões na Câmara dos Deputados, os líderes partidários deixaram para a próxima semana a divisão dos grupos de trabalho. O PT vem sendo pressionado por grupos ligados à defesa dos Direitos Humanos para priorizar a área, evitando assim que o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) seja contemplado com a presidência desta comissão. Já o PSC, que no ano passado controlou a Comissão de Direitos Humanos e Minorias, exige o desmembramento de grupos permanentes para ser atendido na repartição dos trabalhos na Casa.

O PT decidiu que sua prioridade é a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), mas vem sendo pressionado pelo governo para assumir a comissão ligada à Saúde (Seguridade Social e Família). Há demanda interna no PT para que a sigla controle também Educação e Agricultura. Politicamente, os petistas querem evitar que a Comissão de Direitos Humanos sofra o desgaste provocado no ano passado durante a gestão do pastor Marco Feliciano.

O líder do PT, Vicentinho (SP), anunciou nesta tarde que a tendência é do partido reivindicar esta comissão, mas, se isso não ocorrer, haverá um esforço para que ela fique nas mãos de grupos ligados aos Direitos Humanos. "Vamos fazer de tudo para garantir que nunca mais ocorra o que aconteceu no ano passado", afirmou o líder.

Os petistas apoiam o pleito do PSC presidir uma comissão, desde que sejam criados mais dois novos grupos de trabalho a partir do desmembramento de comissões já existentes. Há possibilidade de três comissões serem divididas: Seguridade Social e Família, Turismo e Desporto, além de Relações Exteriores e Defesa Nacional. O PT alega que, por ser o maior partido da Casa, tem o direito de presidir uma quarta comissão. "Nós temos um direito assegurado. Já deveria ter direito a quatro comissões há muito tempo", enfatizou Vicentinho. O líder do governo na Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), lembrou que em 2013 o PT abriu mão de uma quarta comissão em favor de outro partido. "Ano passado o PSD foi contemplado", afirmou.

Embora reconheça que não tenha número suficiente de parlamentares para exigir a presidência de um grupo de trabalho, o PSC argumenta que um acordo anterior ao surgimento do PROS e do SDD previa que a legenda que tem 13 deputados fosse contemplada com uma comissão. A demanda do PSC tem a simpatia dos demais partidos da Casa, mas eles ressaltam que não pode haver aumento das despesas com novos servidores para atender tais comissões, tampouco ampliar o número de grupos sob o comando do PT. "Não queremos prejudicar os demais partidos, mas não queremos ser prejudicados", disse o líder do PSC, André Moura (SE).

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Fonte: AE






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