Porto Alegre, quinta-feira, 23 de Outubro de 2014

  • 12/02/2014
  • 13:21
  • Atualização: 14:35

Tarso prevê capacidade de endividamento para R$ 2,1 bilhões com novo indexador

Governo do Estado espera que votação no Senado ocorra em abril

Tarso prevê capacidade de endividamento para R$ 2,1 bilhões com novo indexador | Foto: Caroline Bicocchi / Palácio Piratini / CP

Tarso prevê capacidade de endividamento para R$ 2,1 bilhões com novo indexador | Foto: Caroline Bicocchi / Palácio Piratini / CP

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  • Correio do Povo

O Rio Grande do Sul terá sua capacidade de endividamento aumentada para R$ 2,1 bilhões no próximo ano se for aprovado o projeto PLC 99/2013 que muda o indexador da dívida dos estados e dos municípios com a União. A projeção feita pelo Governo do Estado foi divulgada pelo governador Tarso Genro na manhã desta quarta-feira.

Após ser aprovado na Câmara dos Deputados em outubro, o projeto deveria ser votado no Senado em dezembro, mas foi adiado para fevereiro, quando novamente não ocorreu. O governo estadual tem a esperança de que o PLC seja votado em abril. O Piratini remeteu nessa terça-feira um documento assinado pelos três poderes gaúchos buscando pressionar o Governo Federal. “A estratégia é de convencimento técnico e de uniformidade política do estado para cobrar do Governo Federal a votação de um projeto que é seu”, disse Tarso Genro.

Tarso voltou a condicionar a participação do Governo do Estado no projeto do metrô de Porto Alegre com a aprovação do PLC. “Se o projeto da dívida não for aprovado, nós não teremos recursos para participar. O nosso aumento de recursos está condicionado. Isso pode afetar o projeto, a não ser que prefeitura ou governo federal cubra a nossa parte”, declarou.

Candidatura à reeleição não depende de aprovação do PLC 99/2013

Tarso Genro havia condicionado sua candidatura à reeleição ao Governo do Estado a aprovação do PLC 99/2013 e que a presidente Dilma Rousseff tivesse apenas um palanque no Rio Grande do Sul. No entanto, nesta quarta-feira ele retirou esses condicionamentos. Segundo o governador, isso é uma questão de estado e não de governo ou partidos. “Misturar a questão da luta pela votação do projeto, que interessa a todos os governadores, com a candidatura não é bom para o Rio Grande do Sul”, disse.

* Informações da repórter Fernanda Pugliero

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