Porto Alegre, quinta-feira, 30 de Outubro de 2014

  • 13/02/2014
  • 16:05
  • Atualização: 18:26

Rodoviários não descartam nova greve, se 117 itens não forem contemplados no acordo

Na próxima segunda, classe patronal e o sindicato se reúnem para o julgamento do dissídio da categoria

Paralisação durou 15 dias e afetou mais de 1 milhão de passageiros | Foto: André Avila / CP / Memória

Paralisação durou 15 dias e afetou mais de 1 milhão de passageiros | Foto: André Avila / CP / Memória

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  • Lucas Rivas/Rádio Guaíba

 Entre as pautas que ficaram de fora estão o pagamento de 30% do risco de vida, 36 horas de jornada semanal de trabalho, cesta básica, auxilio-creche e licença-maternidade

Depois de o Sindicato dos Rodoviários ter incluído apenas 65 cláusulas no encaminhamento judicial do dissídio coletivo da categoria, os representantes da comissão de negociação criticaram o fato de que mais 52 itens tenham ficado de fora. O rodoviário dissidente Alceu Weber, que pertence à comissão, pretende incluir as cláusulas restantes até o julgamento. Caso os 117 itens não sejam julgados, é possível que a categoria volte a paralisar, alertou. “Essa hipótese (de greve) não está descartada, haja visto que na última assembleia foi aprovado o estado de greve. Não é o que a categoria quer, ela quer justiça”, disse.

Na próxima segunda-feira, a classe patronal e o sindicato estarão reunidos para o  julgamento do dissídio da categoria,
no Tribunal Regional do Trabalho (TRT). Entre as cláusulas que não foram levadas ao exame da Corte estão o pagamento de 30% do risco de vida, 36 horas de jornada semanal de trabalho, cesta básica, auxilio-creche e licença maternidade de 180 dias.

A classe patronal já acenou com reajuste de 7,5% do salário, R$ 19 pelo vale-alimentação e R$ 10 de contrapartida do rodoviário no plano de saúde hospitalar familiar e não ambulatorial.

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