Porto Alegre, sábado, 20 de Dezembro de 2014

  • 13/02/2014
  • 16:17
  • Atualização: 16:59

CPI da Procempa é prorrogada até o início de março

Diversas ausências de convocados a depor exigiram que o inquérito fosse protelado

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  • Gabriel Jacobsen/Rádio Guaíba

CPI da Procempa, que tinha prazo original de encerramento até o final do mês, foi prorrogada em 20 dias, até o início de março, pelos vereadores que fazem parte da comissão. As diversas ausências de convocados a depor, entre eles o ex-conselheiro da Procempa Claudio Manfroi, e o ex-presidente da Companhia, André Imar Kulczynski, afastado após as denúncias de fraude, exigem que o inquérito parlamentar seja protelado. Além deles, há outros cinco convocados que não compareceram e ao menos outras dez convocações já definidas.

O vereador Nereu D'Ávila (PDT), relator da comissão, teve a proposta de prorrogação aprovada, garantindo que deve solicitar mais 15 dias de prazo para escrever o texto final. Caso os depoentes não encontrados até o momento para depor apareçam, o pedetista admite uma prorrogação maior, de até 60 dias, como propôs o presidente da Comissão, Mauro Pinheiro (PT). A sugestão, porém, foi rejeitada.

Na manhã desta quinta-feira, o ouvido foi o secretário municipal da Fazenda, Roberto Bertoncini, para falar sobre os repasses da Prefeitura à Procempa. Entre os documentos apresentados pelo secretário, estão repasses adicionais de verbas à Companhia. Esses repasses, representando valores não previstos no orçamento, tiveram o valor mais alto alcançado em 2012, de R$ 15,8 milhões - o triplo de 2011 e o quíntuplo de 2009. Segundo o secretário, o alto valor se deu por conta da construção e implementação do Centro Integrado de Comando (Ceic).

Durante o depoimento, o secretário rejeitou qualquer ligação com as fraudes na Procempa e sugeriu que a ação de improbidade administrativa movida pelo Ministério Público teve caráter político, da mesma forma que a convocação dele para depor na CPI. Em entrevista aos jornalistas, no final da sessão, ele evitou o termo motivação política, mas afirmou que o MP está equivocado na ação - ainda não aceita pelo Judiciário.

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