Porto Alegre, sexta-feira, 31 de Outubro de 2014

  • 14/02/2014
  • 07:20
  • Atualização: 07:21

Estudantes saem às ruas de Caracas em protesto contra governo

Manifestação levou o presidente venezuelano a falar em tentativa de golpe de Estado

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  • Agência Brasil

Cerca de 2 mil estudantes saíram na noite dessa quinta às ruas da capital venezuelana para protestar contra o governo, um dia depois de três pessoas terem sido mortas e dezenas feridas. Próximo ao local onde um jovem opositor morreu na quarta, os estudantes queixavam-se da violência governamental e da opressão.

"Quem somos nós? Estudantes! O que queremos? Liberdade!", gritavam, na Praça Altamira, um tradicional local de protestos antigovernamentais em Chacao, Caracas. Um dia antes, milhares protestaram contra o aumento do crime, da inflação e da escassez de alimentos, no maior desafio a Maduro desde que ele tomou posse em 2013. O protesto levou o presidente venezuelano a falar em tentativa de golpe de Estado e a garantir que não seria derrubado. O governo apelou à realização de manifestações "antifascistas", mas a adesão foi fraca.

O principal líder da oposição, Henrique Capriles, respondeu que falar em golpe não fazia sentido. "A expressão das pessoas não é um golpe de Estado. Um civil não faz golpes de Estado", disse Capriles, que concorreu contra Maduro nas eleições presidenciais de 2013. "Vamos canalizar o descontentamento, mas não vou mentir, não há condições para a saída do governo", disse aos jornalistas, ao condenar os confrontos entre manifestantes contra e a favor do governo.

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