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14/02/2014 10:25 - Atualizado em 14/02/2014 10:48

Prefeitura de Torres avalia decretar estado de emergência

Município foi um dos mais afetados pela enxurrada

Torres foi prejudicada pela enxurrada<br /><b>Crédito: </b> Fabiano do Amaral
Torres foi prejudicada pela enxurrada
Crédito: Fabiano do Amaral
Torres foi prejudicada pela enxurrada
Crédito: Fabiano do Amaral

A Prefeitura de Torres estuda decretar estado de emergência devido à enxurrada que atingiu o município do Litoral Norte nessa quinta-feira. Na manhã desta sexta, Brigada Militar, Corpo de Bombeiros e Defesa Civil estiveram reunidos e, após uma avaliação, a prefeita Nílvia Pinto Pereira, tomará a decisão. 

Segundo a prefeita, o maior problema é o vento que represa a água da lagoa de Itapeva e mantém diversos pontos alagados. Os bairros mais atingidos são Cutume, Guarita e Igrasul, que ficam na parte baixa da cidade. Pelo menos 30 casas foram destelhadas e 30 famílias estão desabrigadas. Também foram registradas quedas de árvores e postes de iluminação pública em razão da ventania. 

A avenida Castelo Branco, que liga a Estrada do Mar ao Centro da cidade, registrou um extenso congestionamento ontem. O riacho responsável pela inundação subiu até o asfalto, alcançou as calçadas e foi adentrando em casas e estabelecimentos comerciais no bairro Igrasul, o mais prejudicado. Teresinha Costa Martins, 42 anos, teve atingidos o restaurante e a casa, na avenida do Riacho. Geladeiras, refrigeradores, sofás, camas, cadeiras, tudo foi tocado pela água que deixou marca em pelo menos meio metro acima do chão. Cinco horas depois da invasão das águas ela ainda se dizia incapaz de dimensionar os prejuízos.

“Foi uma fúria. Eu nunca tinha visto uma coisa dessas e espero nunca mais ver”. Teresinha manteve o restaurante fechado para remontá-lo. Na avenida Castelo Branco, Luis Carlos Dornelles, de 55 anos, buscou abrigo numa igreja, onde permaneceu por mais de quatro horas até as águas recuarem. Ele havia saído de casa, no entardecer, para ir até uma loja de materiais de construção. A chuva começou e quando o morador do Igrasul resolveu ir para casa, o carro já estava debaixo d’água. “Quando dei por conta não tinha mais como andar. Ainda bem que na minha casa está tudo tranquilo”.

A dona de loja de vestuário, Loreni Correa, de 53 anos, nasceu em Torres e admite nunca ter visto uma situação parecida na cidade, uma visão “feia” para os turistas. “Quando eu percebi que a água entraria na loja, comecei
a levantar toda a mercadoria. Graças a Deus, não perdi nada”.

* Com informações dos repórteres Cíntia Marchi e Jerônimo Pires

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Fonte: Correio do Povo e Rádio Guaíba





» Tags:Chuva Geral Torres

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