Porto Alegre, sábado, 1 de Novembro de 2014

  • 17/02/2014
  • 14:10
  • Atualização: 14:25

Começa julgamento do dissídio dos rodoviários da Capital

TRT vai determinar o percentual de aumento da categoria

TRT vai determinar o percentual de aumento da categoria | Foto: Samantha Klein / Especial / CP

TRT vai determinar o percentual de aumento da categoria | Foto: Samantha Klein / Especial / CP

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  • Correio do Povo e Rádio Guaíba

Após 15 dias de greve, diversas tentativas de acordo entre rodoviários e empresários, ficou para a Justiça determinar o dissídio dos trabalhadores. O julgamento ocorre no Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região, na Seção de Dissídios de Coletivos (SDC). O dissídio foi ajuizado pelo Ministério Público do Trabalho em 6 de fevereiro, após quatro tentativas de acordo fracassarem.

Neste primeiro momento a palavra está com a desembargadora Ana Luiza Kruse. Em seguida, será a vez dos advogados dos rodoviários e dos empresários se manifestarem. Os principais pontos a serem discutidos são o percentual do reajuste salarial, o valor do vale-alimentação, a participação no plano de saúde e a extinção do banco de horas.

Na última sexta-feira, o Tribunal aceitou solicitação da comissão de negociação dos rodoviários para que fossem anexadas 52 cláusulas trabalhistas às 65 encaminhadas à corte pelo Sindicato da categoria. Assim o julgamento levará em conta o total de 117 questões e não apenas parte delas.

Segundo o líder de negociação dos rodoviários, Alceu Weber, esta é apenas uma etapa da disputa. "Tem muita coisa pela frente a ser tratada. Nem tudo se resolve hoje. Este é o primeiro tiro", comentou. Weber considera que as disputas podem ir até Brasília, onde fica o Tribunal Superior do Trabalho (TST). "A categoria pode quebrar os pratos depois do que for decidido no dissídio. Parece-me que o sindicato não está muito a fim de representar a categoria", afirmou.

Com o impasse, a população porto-alegrense, corre o risco de ficar sem ônibus novamente. Entre os dias 27 de janeiro e 10 de fevereiro, os rodoviários se negaram a colocar a frota nas ruas. Com isso, a cidade se viu refém da briga entre trabalhadores e empresários de ônibus, ficando à mercê de lotações, vans escolares e coletivos alternativos.

Se alguma das partes não ficar satisfeita com a decisão, poderá recorrer ao Superior Tribunal do Trabalho, em Brasília. Mas, até lá, ficará valendo a decisão desta tarde.

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