Porto Alegre, sexta-feira, 24 de Outubro de 2014

  • 17/02/2014
  • 15:15
  • Atualização: 15:21

Júri do Carandiru será composto por sete homens

Juiz submeteu todos os jurados a uma avaliação médica

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  • Agência Brasil

Sete homens vão compor o Conselho de Sentença da terceira etapa de julgamento do Massacre do Carandiru, que teve início na manhã desta segunda no Fórum Criminal da Barra Funda, em São Paulo. Por medida preventiva, o juiz Rodrigo Tellini Aguirre Camargo decidiu submeter todos os jurados a uma avaliação médica.

Neste momento, os jurados estão lendo o resumo de algumas peças que lhes foram entregues pelo juiz. Depois, o julgamento será retomado com o início das oitivas das testemunhas de acusação. Das seis testemunhas arroladas pelo Ministério Público, três não foram encontradas; por isso, deverão ser ouvidos somente o ex-detento Marco Antonio de Moura, o perito Osvaldo Negrini Neto e o ex-diretor da Divisão de Segurança e Disciplina da Casa de Detenção do Carandiru Moacir dos Santos. Todos eles já foram ouvidos nas etapas anteriores do julgamento. O primeiro a ser ouvido será o perito.

A expectativa do juiz é que amanhã sejam ouvidas as testemunhas de defesa. Só então os 15 policiais, réus do processo, serão interrogados. De acordo com o juiz, todos os réus deverão ser interrogados. Neste julgamento, o advogado de defesa e os promotores não chegaram a um acordo e, portanto, não ocorrerá a exibição de vídeos. Os 15 policiais, integrantes do COE (Comando de Operações Especiais) serão julgados pela morte de oito presos que ocupavam o quarto pavimento (ou terceiro andar) da antiga Casa de Detenção do Carandiru. De acordo com o juiz, a intenção é que esta etapa do julgamento transcorra no mesmo padrão em que ocorreu a segunda etapa do julgamento, realizada em agosto do ano passado.

Após esta etapa, ocorrerão os debates do advogado de defesa dos policiais, Celso Machado Vendramini, e dos promotores Márcio Friggi de Carvalho e Eduardo Olavo Canto Neto. O Massacre do Carandiru ocorreu no dia 2 de outubro de 1992, quando 111 detentos foram mortos e 87 ficaram feridos durante uma operação policial destinada a reprimir uma rebelião no Pavilhão 9 do presídio. Por envolver grande número de réus e de vítimas, o julgamento do Massacre do Carandiru foi desmembrado em quatro etapas, de acordo com o que ocorreu em cada um dos quatro andares do Pavilhão 9 da Casa de Detenção. A quarta etapa de julgamento do Massacre do Carandiru está marcada para ter início no dia 17 de março.


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