Correio do Povo

Porto Alegre, 23 de Julho de 2014


Porto Alegre
Agora
17ºC
Amanhã
14º 24º


Faça sua Busca


Notícias > Internacional

ImprimirImprimir EnviarEnviar por e-mail Fale com a redaçãoFale com a redação Letra Diminuir letra Aumentar Letra

17/02/2014 21:27 - Atualizado em 17/02/2014 22:22

Leopoldo López, o acusado por Maduro de gerar caos na Venezuela

Opositor radical criou ocupações de ruas e afirmou que se entregará à justiça para provar perseguição

Leopoldo López o acusado por Maduro de gerar caos na Venezuela<br /><b>Crédito: </b> AFP
Leopoldo López o acusado por Maduro de gerar caos na Venezuela
Crédito: AFP
Leopoldo López o acusado por Maduro de gerar caos na Venezuela
Crédito: AFP

Leopoldo López, um dos líderes da oposição que apoia as manifestações estudantis na Venezuela, voltou à mira do governo e da justiça, que emitiu uma ordem de prisão, acusando-o de ser responsável pela morte de três jovens, em protesto na quarta-feira. Com 41 anos, López, que teve sua carreira política interrompida por uma proibição de exercer cargos públicos em 2008, é um dos três líderes oposicionistas considerados radicais.

Usando o slogan "La Salida" (A Saída), López incentiva a tática de ocupar as ruas com protestos para forçar a renúncia ou impeachment do presidente Nicolás Maduro, em uma ação chamada de golpista pelos chavistas. Esse método também gera discordância entre os próprios dirigentes da coalizão opositora Mesa da Unidade Democrática (MUD), entre eles seu líder e ex-candidato presidencial Henrique Capriles, que adverte que "não há condições de pressionar a saída do governo".

Apesar de o governo ter revistado a casa de seus pais e a sede de seu partido, Vontade Popular, López desafiou as autoridades e assegurou no domingo que vai participar de uma passeata na terça até o Ministério da Justiça, para se entregar e "assumir essa perseguição cometida pelo Estado".

Escalada interrompida

Em 2008, López foi impedido pela justiça de ocupar cargos públicos, acusado de receber recursos da companhia de petróleo da Venezuela, a PDVSA - cuja gerência na época era ocupada por sua mãe, Antonieta Mendoza -, para fundar o partido opositor Primeira Justiça. Antes dessa proibição, que termina este ano, López foi prefeito da cidade de Chacao, na região metropolitana de Caracas, entre 2000 e 2008, e foi acusado de desviar recursos do salário dos funcionários municipais.

López apelou à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) e a sua Corte de Justiça, e ambas concluíram que houve uma violação de seus direitos. Mas o governo manteve a condenação, impedindo sua candidatura à Prefeitura de Caracas. O cargo mais tarde foi assumido por Antonio Ledesma, outros dos incentivadores dos protestos.

Depois de ter sido expulso do partido Um Novo Tempo, o dirigente fundou o Vontade Popular em 2009, que nas eleições regionais de dezembro teve o maior número de prefeitos eleitos pela oposição.

Nascido em Caracas, em 29 de abril de 1971, ele estudou Economia na Universidade de Harvard. Em 2000, com 29 anos, recebeu 51% dos votos nas eleições para a Prefeitura de Chacao, a cidade mais rica da grande Caracas, e em 2004 reelegeu-se com 81% da votação. Em abril de 2002 foi um dos vários políticos que convocaram as manifestações que resultaram em um golpe de Estado, que afastou por pouco tempo do poder o então presidente Hugo Chávez.


Bookmark and Share

Fonte: AFP






O que você deseja fazer?

Busca

EDIÇÕES ANTERIORES

Acervo de 09 de Junho de 1997 a 30 de Setembro de 2012. Para visualizar edições a partir de 1 de Outubro de 2012, acesse a Versão Digital do Correio do Povo. No menu, acesse “Opções” e clique em “Edições Anteriores”.