Porto Alegre, sexta-feira, 28 de Novembro de 2014

  • 18/02/2014
  • 20:40
  • Atualização: 20:44

Celac pede que governo promova o diálogo na Venezuela

País vive semana de protestos violentos envolvendo governo e estudantes

País vive semana de protestos violentos envolvendo governo e estudantes | Foto: Elyxandro Cegarra / AFP / CP

País vive semana de protestos violentos envolvendo governo e estudantes | Foto: Elyxandro Cegarra / AFP / CP

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  • Agência Brasil

A Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) pediu nesta terça-feira que o governo da Venezuela promova o diálogo entre as forças políticas no país e disse repudiar a violência nos protestos que deixou ao menos quatro mortos e 63 feridos.

Em comunicado, a Celac expressou solidariedade aos venezuelanos e desejo de que o governo do país continue a se esforçar para dialogar com as forças políticas em ambiente de paz em prol da unidade nacional. A nota oficial, divulgada na Costa Rica, que ocupa a presidência pro tempore do organismo, considerou que “em todo o momento deve se garantir a institucionalidade democrática, o respeito à lei e à informação fiel e veraz, assim como o pleno respeito a todos os direitos humanos”.

A Celac também lamentou as mortes durante os protestos. “Nossa comunidade rejeita a violência e promove a segurança cidadã, a paz, a estabilidade e o desenvolvimento”, acrescenta a nota.

Ao longo do dia, ocorreram diversas manifestações no país. Uma delas, promovida pelo governo de Nicolás Maduro, reuniu trabalhadores petroleiros nas proximidades do Palácio de Miraflores, sede do Executivo.

Antes de ser preso no começo da tarde de hoje, o líder opositor Leopoldo López – acusado de ser o mentor das ações violentas nos protestos da semana passada – também reuniu manifestantes em Caracas. Ele conclamou a população a continuar nas ruas, sem atos de violência.

No fim da tarde, usuários de redes sociais informaram que pessoas foram feridas por tiros em algumas regiões do país. Há informações de que grupos armados ilegais motorizados participaram dos protestos e atingiram manifestantes. Ainda não há confirmação oficial sobre os feridos nas manifestações de hoje.

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