Porto Alegre, domingo, 23 de Novembro de 2014

  • 20/02/2014
  • 11:44
  • Atualização: 13:47

Autoridades ucranianas contabilizam 67 mortes nos confrontos em Kiev

Governo justifica uso de arma de fogo como "legítima defesa"

Oposição conta ao menos 60 mortos na Ucrânia | Foto: Volodymyr Shuvayev / AFP / CP

Oposição conta ao menos 60 mortos na Ucrânia | Foto: Volodymyr Shuvayev / AFP / CP

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  • AFP

Mais de 60 manifestantes teriam sido mortos em protestos na Ucrânia, segundo fontes da oposição. "Todos foram baleados", assinalou o chefe dos serviços médicos, Sviatoslav Janenko. A violência no país segue intensa hoje, mesmo após uma expectativa de trégua. Nesta quinta, o prefeito de Kiev anunciou que abandona o partido do presidente Viktor Yanukovytch como forma de protesto. “Estou disposto a tudo para deter a luta fratricida e o banho de sangue no coração da Ucrânia, na Praça da Independência”, disse Volodimir Makeienko.

Já as autoridades municipais de Kiev falam que pelo menos 67 pessoas morreram desde terça-feira em confrontos entre a polícia e os manifestantes opositores."Foram entregues 67 corpos ao departamento de medicina forense na tarde desta quinta", indicou a prefeitura de Kiev em um comunicado.

O governo ucraniano divulgou nota dizendo que armas de fogo foram usadas durante as manifestações em "legítima defesa". Segundo o texto do Ministério do Interior, homens armados não identificados atiraram contra policiais pela manhã. "Para proteger a vida dos policiais, foi decidido trazê-los de volta para posições mais seguras e pelo uso de armas de fogo em legítima defesa. Os policiais têm o direito de usar armas de fogo", declarou o serviço de imprensa do órgão. De acordo com o governo ucraniano, 67 policiais foram capturados pelos manifestantes em Kiev.

O Ministério do Interior ucraniano pediu nesta quinta-feira que os habitantes de Kiev não saiam de casa ou se dirijam ao centro da cidade. “Neste momento mais vale limitar os deslocamentos em carros particulares e não sair às ruas. Há pessoas armadas com intenções agressivas nas ruas de Kiev”, informou.







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