Porto Alegre, sexta-feira, 31 de Outubro de 2014

  • 20/02/2014
  • 13:36
  • Atualização: 13:38

Justiça da Venezuela prorroga prisão do líder da oposição

Leopoldo López se entregou voluntariamente na última terça-feira

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  • AE

A justiça da Venezuela ratificou nesta quinta-feira a prisão preventiva do líder da oposição Leopoldo López em uma audiência realizada em uma base militar onde ele está preso desde terça-feira pela suposta responsabilidade sobre os protestos violentos na semana passada. Se condenado, a pena de López pode chegar a 10 anos.

A esposa de López, Lilian Tintori, foi quem deu a notícia pelo Twitter. "Termina a audiência. Ratificada a medida privativa de liberdade. A mudança está em cada um de nós. Não se rendam. Eu não me renderei".

Horas antes do resultado da audiência, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou em um discurso transmitido pela televisão que López permaneceria sob custódia e que enfrentaria as acusações criminais.

"Eu disse: 'mande-o (López) para a cadeia', e foi isso que aconteceu e é isso o que vai acontecer com todos os fascistas", disse Maduro, em um discurso que durou mais de duas horas. "Eu não vou permitir que ele desafie o povo da Venezuela, a Constituição", afirmou.

López é líder do partido Vontade Popular e se entregou voluntariamente na terça-feira às autoridades. Ele é investigado por suposta responsabilidade pelos os violentos protestos do dia 12 de fevereiro no centro da capital do país, Caracas, que deixaram três mortos, 66 feridos e 69 presos.

Na noite de ontem, os manifestantes contrários ao governo provocaram incêndios nas ruas e atiraram pedras contras as tropas da Guarda Nacional em Caracas e em outras cidades. As autoridades responderam com gás lacrimogêneo, canhões de água e balas de borracha. Tiroteios foram ouvidos no centro de Caracas no mesmo tempo que Maduro discursava na televisão. Não há informações sobre vítimas.

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