Porto Alegre, sexta-feira, 24 de Outubro de 2014

  • 20/02/2014
  • 13:59
  • Atualização: 16:44

Movimentos sociais realizam ato de repúdio a declarações de Heinze

Reação ocorre após deputado afirmar que gays, índios e quilombolas são "tudo o que não presta"

Reação ocorre após deputado federal Luiz Carlos Heinze afirmar que gays, índios e quilombolas são tudo o que não presta | Foto: Gabriel Jacobsen / Rádio Guaíba / CP

Reação ocorre após deputado federal Luiz Carlos Heinze afirmar que gays, índios e quilombolas são tudo o que não presta | Foto: Gabriel Jacobsen / Rádio Guaíba / CP

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A Esquina Democrática foi palco no início da tarde desta quinta de ao menos 40 manifestantes em um ato de repúdio às declarações do deputado gaúcho Luiz Carlos Heinze (PP-RS), que em um encontro de ruralistas no Interior do Estado, no fim do ano passado disse que que gays, lésbicas, quilombolas e índios "são tudo o que não presta". Representantes de movimentos sociais levaram faixas e utilizaram um carro de som para protestar contra a declaração do parlamentar.

Célio Golin, integrante da ONG Nuances, que luta pelos direitos de gays, lésbicas, transexuais e travestis, afirmou que o grupo já procurou a defensoria pública com um pedido de danos morais contra Heinze. O ativista ainda critica a resposta do poder público, seja através da Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República ou da própria Câmara dos Deputados.

O presidente da Federação das Organizações Indígenas do Estado, Zaqueu Claudino, destacou que já procurou a Procuradoria Federal pedindo ressarcimento por danos morais. O líder indígena ainda lamentou que as agressões, iniciadas há 513 anos, sigam ocorrendo contra os índios.

A decisão de organizar a manifestação ocorreu durante uma audiência pública realizada na última segunda-feira pelo presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, Jefferson Fernandes (PT), e pelo deputado federal Dionilso Marcon (PT-RS), membro da Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos Humanos da Câmara Federal.

Os parlamentares se referiam às políticas do governo federal em torno do impasse de terras, que Moreira chamou de "vigarice orquestrada", comandada pelo ministro-chefe da Casa Civil, Gilberto Carvalho. 

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