Porto Alegre, sábado, 20 de Dezembro de 2014

  • 20/02/2014
  • 23:08
  • Atualização: 23:24

Ferramenta permite monitorar desmatamento global na internet

Google liderou parte técnica da criação de ferramenta com imagens de satélite

Variação de cores mostra redução da cobertura vegetal nos arredores de Porto Alegre | Foto: Reprodução CP

Variação de cores mostra redução da cobertura vegetal nos arredores de Porto Alegre | Foto: Reprodução CP

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  • AFP

Uma parceria entre Google, organizações ambientalistas e governos de Noruega, Estados Unidos e Reino Unido apresentou, nesta quinta-feira, sofisticada base de dados para monitorar o desmatamento global. A expectativa do Global Forest Watch é intensificar a luta contra um dos principais motivos do aquecimento do planeta, com a retirada da cobertura vegetal.

O site www.globalforestwatch.org permitirá observar o desaparecimento de árvores em todo o planeta a partir de imagens em alta resolução com atualizações frequentes. As informações poderão ser consultadas de graça. De acordo com nota oficial do serviço, a Terra perdeu 2,2 milhões de quilômetros quadrados de florestas entre 2000 e 2012, segundo dados coletados pelo Google e a Universidade de Maryland.

"O problema para reunir os dados não foi a falta de vontade, nem a ausência de leis para regular o desmatamento. O problema é, entre outros, a falta de capacidade para saber realmente o que está acontecendo", disse Andrew Steer, diretor-geral do World Resources Institute, líder na criação de base de dados. "Quando o presidente da Indonésia aprovou boas leis para proteger as florestas, foi muito difícil para ele saber o que de fato estava acontecendo em tempo real", exemplificou Steer.

A base permitirá a qualquer pessoa verificar as florestas protegidas e inclusive as empresas que compram óleo de palma proveniente de plantações ilegais, acrescentou. O desmatamento desempenha um papel crucial nas mudanças climáticas e nas florestas, que ocupam um terço do planeta, funcionam como depósitos naturais de gases causadores de efeito estufa, que, de outra forma, se dispersariam na atmosfera.

Para montar a base de dados, o Google compilou milhões de imagens de satélite mantidas durante mais de 40 anos pelo Instituto Americano de Geologia. Rebecca Moore, engenheira da empresa, explicou que a maior dificuldade do projeto foi "gerar esta massa de dados" com um nível de detalhes pertinente e útil.

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