Porto Alegre, domingo, 26 de Outubro de 2014

  • 21/02/2014
  • 07:58
  • Atualização: 08:07

Governo da Ucrânia anuncia acordo político após massacre em Kiev

Últimos balanços apontam 77 mortes desde início dos conflitos

Últimos balanças apontam 77 mortes desde o início dos conflitos | Foto: Piero Quaranta / AFP / CP

Últimos balanças apontam 77 mortes desde o início dos conflitos | Foto: Piero Quaranta / AFP / CP

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A presidência ucraniana anunciou nesta sexta-feira a conclusão de um acordo político, não confirmado por diplomatas europeus nem pela oposição, em um momento no qual os manifestantes atiram contra a polícia perto do Parlamento, segundo o governo, após o banho de sangue em Kiev. "O presidente Viktor Yanukovytch, os líderes da oposição e os representantes da União Europeia e da Rússia concluíram um acordo para resolver a crise política", afirma um comunicado da presidência.

O acordo, que deve ser ratificado durante a manhã desta sexta-feira, segundo presidência ucraniana, estipula um retorno à Constituição de 2004, que dá mais poderes ao Parlamento, e a formação de um governo de coalizão em 10 dias, informou o canal privado 1+1.

Em Kiev, manifestantes atiraram na manhã desta sexta-feira contra policiais para tentar superar uma barreira de segurança e abrir passagem até o Parlamento em Kiev, informou o ministério do Interior ucraniano em um comunicado.  Diplomatas europeus não confirmaram a conclusão de um acordo político na Ucrânia. Os enviados da Polônia e da Alemanha, que representam a UE, afirmaram que nenhum acordo será assinado ao meio-dia, e sim que as negociações serão retomadas.

As conversações dessa quinta-feira, consideradas "muito difíceis" pela diplomacia alemã, terminaram durante a madrugada de sexta-feira. O chanceler francês, Laurent Fabius, destacou que o acordo ainda estava sendo debatido que o texto definitivo deve ser divulgado durante a sexta-feira. Os ministros das Relações Exteriores da França, Alemanha e Polônia conversaram durante horas com o presidente ucraniano, Viktor Yanukovytch, e com líderes opositores para tentar conter a violência.  Um representante do Kremlin chegou ao país durante a noite para participar nas negociações.A líder opositora Yulia Timoshenko, na prisão, disse que "a destituição de Yanukovytch e as ações judiciais contra ele pela morte de civis deveria ser a única exigência do povo, da oposição e da comunidade internacional".

A crise na Ucrânia começou em novembro, quando o governo decidiu suspender subitamente as negociações de associação com a UE e estreitar as relações econômicas com a Rússia. Três meses depois, os manifestantes pedem a renúncia do presidente ucraniano.

Na Praça da Independência, ocupada por milhares de opositores, os manifestantes consolidavam as barricadas e estocavam tijolos e coquetéis molotov. Segundo o balanço mais recente do ministério da Saúde, 77 pessoas morreram desde terça-feira nos confrontos com a polícia, que usou munição real.  Outras 577 pessoas ficaram feridas e 369 permanecem hospitalizadas.

Confira as imagens:





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