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21/02/2014 16:11 - Atualizado em 21/02/2014 16:38

Empresas de ônibus protocolam pedido de reajuste da tarifa sem revelar o percentual

Setor técnico da EPTC deve levar 10 dias para fazer cálculo do aumento

Empresas de ônibus protocolam pedido de reajuste da tarifa sem revelar o percentual<br /><b>Crédito: </b> Tarsila Pereira / CP Memória
Empresas de ônibus protocolam pedido de reajuste da tarifa sem revelar o percentual
Crédito: Tarsila Pereira / CP Memória
Empresas de ônibus protocolam pedido de reajuste da tarifa sem revelar o percentual
Crédito: Tarsila Pereira / CP Memória

A Associação dos Transportadores da Capital (ATP) e o Sindicato das Empresas de Ônibus (Seopa) protocolaram na tarde desta sexta-feira, na Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), o pedido de reajuste da tarifa de ônibus da Capital, sem fixar o percentual de aumento. Conforme determina a lei, a solicitação pode ser feita quando ocorre a atualização da convenção coletiva de trabalho dos rodoviários, fato oficializado hoje através de acórdão publicado pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT4).

No pedido de reajuste, o Seopa justifica que alguns itens de grande impacto no custo das empresas tiveram acréscimo. O óleo diesel teve um aumento de 13,25% no último ano. O custo com remuneração de mão de obra também cresceu, pois o salário dos rodoviários foi reajustado, neste ano, em 7,5%, assim como o vale-refeição, que sofreu um acréscimo de 18,75%. A entidade destaca ainda que a maior responsável pela necessidade de alteração da tarifa é a constante queda do Índice de Passageiros Pagantes por Quilômetro (IPK) que, no último ano, reduziu 2,76%.

O diretor-presidente da EPTC, Vanderlei Cappellari, garante que o valor de aumento sugerido pelas empresas não é levado em conta pelo setor técnico do órgão, que produz as planilhas com base nos reajustes dos insumos e envia o material para o Conselho de Transporte Urbano do município (Comtu). Devido à decisão recente do Tribunal de Contas do Estado, o Comtu vai ter, pela primeira vez, uma semana para se debruçar sobre os números. Até o ano passado, o grupo tinha 24h para aprovar ou rejeitar os dados.

Já o setor técnico da EPTC, que deve começar a produzir na segunda-feira as planilhas que definem o reajuste da tarifa, espera fazer os cálculos em cerca de 10 dias, conforme informação de Cappellari. Com isso, a expectativa é de que o reajuste só se defina na metade de março.

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Fonte: Correio do Povo e Rádio Guaíba






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