Porto Alegre, sexta-feira, 24 de Outubro de 2014

  • 21/02/2014
  • 22:18
  • Atualização: 22:49

Maduro desafia Obama a manter “diálogo elevado” entre Venezuela e EUA

Presidente reforça discurso de "complô" da direita para dividir o continente

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  • AFP e Agência Brasil

O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, desafiou nesta sexta-feira seu colega norte-americano, Barack Obama, a manter um "diálogo elevado" entre os dois governos sobre as divergências bilaterais, acentuadas pelos protestos da oposição na Venezuela nas últimas semanas.

"Convoco você, presidente Obama, para um diálogo entre a Venezuela patriota e revolucionária e os Estados Unidos e seu governo", afirmou. "Aceite o desafio e vamos iniciar um diálogo elevado, colocando sobre a mesa a verdade", disse Maduro em entrevista para correspondentes internacionais.

Maduro também afirmou que a América Latina enfrenta uma campanha da direita internacional para dividir o continente e também uma campanha dos meios de comunicação estrangeiros que “veiculam a imagem de que o país está à beira de uma guerra civil”. Em uma conversa com correspondentes internacionais no fim da tarde, Maduro falou que enfrenta “uma tremenda campanha que busca gerar violência no país”, que vai contra a “revolução bolivariana”, e que, em última instância, quer dividir a região.

“Os presidentes da Colômbia, Juan Manuel Santos, do Chile, Sebastián Piñera, e do Panamá, Ricardo Martinelli, se deixaram levar pela pressão do Departamento de Estado dos Estados Unidos”, disse. Os três chefes de Estado deram declarações esta semana defendendo o direito de manifestação e pediram que o governo Maduro dialogasse com a oposição. O presidente voltou a dizer que existe uma campanha mundial contra o país, com a qual se pretende justificar uma intervenção de alguma força externa nos assuntos internos da Venezuela.

CNN tem visto cancelado

Nesta sexta-feira, a emissora americana "CNN Español" informou que o governo da Venezuela revogou as credenciais de quatro dos seus correspondentes no país. Segundo a rede, foram canceladas as permissões de trabalho dos jornalistas Osmary Hernández, Patricia Janiot e Rafael Romo, além da de uma produtora que não foi identificada. A CNN afirmou que foi um vice-ministro da Comunicação que avisou Hernández da decisão de revogar sua credencial. "Esperamos que o governo reconsidere sua decisão", comunicou o canal em uma nota.

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