Porto Alegre, sexta-feira, 28 de Novembro de 2014

  • 22/02/2014
  • 14:15
  • Atualização: 17:20

Rússia condena oposição e denuncia ameaça da soberania da Ucrânia

Serguei Lavrov conversou com telefone com diplomatas alemão, francês e polonês

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  • AFP

O chefe da diplomacia russa, Serguei Lavrov, denunciou neste sábado a atitude da oposição ucraniana depois do acordo concluído na véspera com o presidente Viktor Yanukovytch e alertou para uma ameaça à soberania da Ucrânia. "Além de não cumprir suas obrigações, a oposição impôs novas exigências, submetendo-se aos extremistas armados e aos criminosos, cujos atos constituem uma ameaça direta à soberania e à ordem constitucional da Ucrânia", declarou o Ministério russo das Relações Exteriores em um comunicado.

Lavrov conversou por telefone com seus homólogos alemão, Frank-Walter Steinmeier, francês, Laurent Fabius, e polonês, Radoslaw Sikorski, e manifestou sua "mais profunda preocupação com a incapacidade dos signatários do acordo de 21 de fevereiro em Kiev" de cumprirem suas obrigações, segundo a mesma fonte. Ele pediu que usem sua "influência sobre a oposição para obter um estabelecimento rápido" desse acordo.

De acordo com o comunicado, os interlocutores de Lavrov "compartilharam a preocupação da Rússia, reconheceram que a oposição não tinha cumprido a sua parte das obrigações e prometeram seguir as medidas de emergência para que os acordos sejam adotados". Em duas declarações distintas publicadas pouco antes em Berlim e em Paris, Steinmeier e Fabius pediram que governo e oposição na Ucrânia respeitassem o acordo para acabar com a crise, que prevê importantes concessões por parte de Yanukovytch.

A oposição começou neste sábado a assumir o poder na Ucrânia, mas o presidente ucraniano, que era há pouco tempo considerado intocável, denunciou em Kharkiv (leste da Ucrânia) um "golpe de Estado" e se negou a renunciar. Mas o presidente da Comissão Parlamentar das Relações Exteriores na Duma (câmara baixa do Parlamento russo), Alexei Puchkov, lamentou o "triste fim" do presidente ucraniano. "Deixam qualquer um entrar na mansão de Yanukovytch, no subúrbio de Kiev: ele fugiu, seus guardas fugiram, os empregados de sua residência fugiram (...) Triste fim para um presidente", escreveu em sua conta no Twitter.

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