Porto Alegre, quarta-feira, 22 de Outubro de 2014

  • 22/02/2014
  • 16:57
  • Atualização: 17:06

Campos e Marina deixam em aberto candidatura à presidência

Aliados políticos discursaram para correligionários neste sábado em Porto Alegre

Aliados políticos discursaram para correligionários neste sábado em Porto Alegre | Foto: Tarsila Pereira

Aliados políticos discursaram para correligionários neste sábado em Porto Alegre | Foto: Tarsila Pereira

  • Comentários
  • Gabriel Jacobsen/Rádio Guaíba

Ainda que a militância do PSB e da Rede tratem o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, como candidato a presidente, e Marina Silva como candidata à vice, o pernambucano garantiu que estas posições ainda não estão definidas. Segundo Campos, que evitou tratar do tema neste sábado em entrevista coletiva em Porto Alegre, o lançamento das candidaturas ocorrerá no fim de março.

Questionado se o tema segue em aberto, Campos respondeu afirmativamente. “Vocês nunca me viram dizendo que eu sou candidato ou Marina dizendo que é candidata. Há muitas pessoas que falam, vão construindo um entendimento, uma chapa”, afirmou.

Sobre os cerca de 10% de votos apontados nas pesquisas eleitorais para Campos, frente aos 19% alcançados por Marina nas eleições presidenciais de 2010, a ambientalista afirmou que é muito cedo para avaliar estes números. “Em 2010, por essa data, eu estava com 3%. O governador já está com 10%. A situação dele está bem melhor que a minha. Essa métrica não é razão para se criar um constrangimento”, avaliou.

Questionado sobre os efeitos das declarações do deputado federal gaúcho Luiz Carlos Heinze (PP) para uma possível aliança estadual entre PSB, Rede e PP, Campos afirmou que o tema cabe às direções estaduais dos partidos. Sobre o conteúdo da afirmação de Heinze, de que gays, lésbicas, índios e quilombolas “são tudo o que não presta”, Campos classificou como “visão preconceituosa, atrasada, e completamente superada na política brasileira”. Já Marina, afirmou que não tem “sequer parâmetro para avaliar as declarações de Heinze”.

Acerca das políticas de legalização do aborto e da plantação e consumo de maconha implementadas no Uruguai, Campos disse discordar de ambas por ser “político, cristão e pai”. Segundo ele, a legislação sobre aborto é “suficiente”, enquanto “a lei sobre drogas precisa ser adequada para cuidar como saúde pública dos dependentes químicos”.

Campos e Marina discursaram para mais de mil correligionários de PSB, Rede e PPS que lotaram o Teatro Dante Barone, na Assembleia Legislativa. Enquanto Marina focou seu discurso naquilo que ela considera uma “crise civilizatória”, que inclui crises ambientais, política e de valores, Campos tratou mais de avaliar a conjuntura política-econômica nacional, afirmando que é preciso “romper o velho pacto político” e que “o país parou”. Ele destacou que o crescimento econômico brasileiro está na metade do apresentado pelos demais países da América Latina.

A surpresa no evento ficou por conta da aparição do senador Pedro Simon (PMDB), que falou antes de Marina e afirmou que a eleição de 2014 “é a mais importante de todos os tempos”. O senador aproveitou a oportunidade para criticar o governo, apontando que “nada é mais igual que o PSDB no governo que o PT”.


Bookmark and Share