Porto Alegre, quinta-feira, 18 de Dezembro de 2014

  • 24/02/2014
  • 09:22
  • Atualização: 09:35

Investigado por "assassinato em massa", presidente é declarado fugitivo

Governo da Ucrânia pretende solicitar empréstimos aos EUA e à Polônia

Viktor Yanukovych é procurado por assassinato em massa durante as manifestações em Kiev, na Ucrânia | Foto: Sergei Supinsky / AFP / CP

Viktor Yanukovych é procurado por assassinato em massa durante as manifestações em Kiev, na Ucrânia | Foto: Sergei Supinsky / AFP / CP

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  • AE

O governo interino da Ucrânia declarou nesta segunda-feira o presidente deposto do país, Viktor Yanukovych, como fugitivo e abriu uma investigação sobre o "assassinato em massa" de civis ocorrido durante conflitos entre manifestantes e forças policiais na capital, Kiev, na semana passada.

Acredita-se que Yanukovych tenha se refugiado na península da Crimeia, segundo mensagem publicada pelo ministro interino do Interior, Arsen Avakov, em sua página no Facebook. A região, que fica no sul da Ucrânia, é dominada por russos étnicos e abriga a frota naval russa no Mar Negro. "Nesta manhã, um inquérito foi aberto com base no assassinato em massa de civis. Yanukovych e outras autoridades foram colocados na
lista de procurados", escreveu Avakov.

De acordo com Avakov, Yanukovych deixou sua cidade natal de Donetsk no sábado à noite e chegou ontem à Crimeia, onde se abrigou em um sanatório, evitando instalações estatais e sua residência presidencial. Ao saber de seu afastamento do poder, Yanukovych deixou o sanatório e tentou chegar ao aeroporto regional, mas não conseguiu, decidindo se instalar em uma residência particular com seus seguranças, relatou Avakov.

Empréstimos

O Ministério de Finanças ucraniano informou que vai solicitar empréstimos dos EUA e Polônia em uma a duas semanas, com a expectativa de levantar cerca de US$ 35 bilhões até o fim de 2015. "A situação do setor financeiro é, de modo geral, complicada, mas administrável", afirmou o ministério em comunicado assinado pelo
ministro interino da pasta, Yuri Kolobov.

Mais cedo, o ministro de Finanças do Reino Unido, George Osborne, afirmou que a União Europeia (UE) está disposta a fornecer ajuda financeira à Ucrânia após o país decidir nomear líderes pró-Ocidente em caráter provisório.

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