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24/02/2014 12:37 - Atualizado em 24/02/2014 12:44

Policiais federais gaúchos paralisam nesta terça e quarta

Atividades na Superintendência da PF e 13 delegacias do interior ficarão suspensas

Os policiais federais gaúchos paralisam as atividades nesta terça e quarta-feira em todo o Rio Grande do Sul. Durante esses dias, o atendimento na sede da Superintendência da Polícia Federal (PF) na avenida Ipiranga, bairro Azenha, em Porto Alegre, e nas 13 delegacias do interior do Estado estará suspensos. Em função da paralisação, não serão realizados os serviços de atendimento ao público como oitivas, porte de arma, atendimento a estrangeiros, controle de empresas de vigilância, bancos e produtos químicos.

A emissão de passaportes será cancelada, sendo atendidos somente os casos emergenciais. A categoria manterá apenas os plantões, as ocorrências em flagrante e a custódia de presos. Os servidores estarão concentrados no saguão da Superintendência Regional, em Porto Alegre, onde haverá um ato público às 10h desta terça, e nas delegacias do interior.

O vice-presidente do Sindicato dos Policiais Federais do Rio Grande do Sul (Sinpef/RS), Ubiratan Antunes Sanderson, disse que a categoria protesta contra a redução dos investimentos na Polícia Federal, com consequente falta de condições de trabalho e de efetivo. “Os agentes federais estão com os salários congelados há sete anos, com perdas superiores a 45%”, comentou. Segundo Sanderson, o governo Federal não reconhece as funções de inteligência exercidas há décadas pelos agentes. “Temos ainda a existência de altos índices de doenças psíquicas e de suicídio, sem haver qualquer amparo psicológico na profissão, bem como a preocupante evasão de agentes federais”, explicou. No ano passado, 230 servidores deixaram a Polícia Federal, e de acordo com Sanderson, o número de policiais diminui a cada ano.

Conforme o vice-presidente do Sinpef/RS, o efetivo da corporação no país é de nove mil servidores entre agentes, escrivães e papiloscopistas. No Rio Grande do Sul, o quadro é composto por 500 funcionários. “Falta efetivo. O ideal é que o país tivesse 12 mil agentes federais em atividade”, acrescentou.

Para Sanderson, um dos efeitos mais sensíveis do sucateamento salarial é a constatação de que o atual governo transformou uma carreira cobiçada numa espécie de carreira-trampolim, em que os novos servidores já ingressam provisoriamente pensando em outros concursos.

Nessa manhã, os policiais federais realizaram um ato na avenida Paulista, em São Paulo. O grupo protestou pela reforma do sistema de segurança pública e pela falta de estrutura para a realização dos serviços de segurança durante a Copa do Mundo.

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Fonte: Cláudio Isaías / Correio do Povo






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