Porto Alegre, sábado, 1 de Novembro de 2014

  • 24/02/2014
  • 15:32
  • Atualização: 15:40

Ministro da Justiça garante rapidez no pedido de extradição de Pizzolato

Pizzolato deve voltar ao Brasil para cumprir pena de 12 anos e sete meses

  • Comentários
  • Agência Brasil

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, garantiu rapidez no envio às autoridades italianas do pedido de extradição do ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato. Condenado, no Brasil, a 12 anos e sete meses de prisão na Ação Penal 470, o processo do mensalão, Pizzolato está preso desde o último dia 5, em Modena, acusado de substituição de pessoa, falsidade ideológica e falso testemunho pela Justiça italiana.

"Assim que recebermos da Procuradoria-Geral de República [o pedido traduzido para o italiano], daremos prosseguimento à tramitação interna que, no Ministério da Justiça, é muito rápida. Provavelmente em 24 horas já encaminharemos o pedido ao Ministério das Relações Exteriores para que seja remetido ao governo italiano", afirmou hoje, 24, o ministro.

Segundo a assessoria da Procuradoria-Geral da República (PGR), todos os documentos necessários já foram traduzidos para o italiano e revisados e serão entregues ao Ministério da Justiça às 15h de hoje. O pedido de extradição de Pizzolato reúne 153 páginas de documentos e custou cerca de R$ 8 mil, pagos a uma empresa que presta serviços de tradução à PGR.

Pizzolato tem dupla cidadania, brasileira e italiana. Pela legislação italiana, cidadãos nacionais não podem ser extraditados sem o aval do governo. O ex-diretor de Marketing chegou à Itália fazendo-se passar por seu irmão, que morreu há 36 anos. Pizzolato falsificou toda a documentação necessária para viajar, incluindo título de eleitor - que chegou a usar em ao menos uma eleição. Na última quarta-feira 19, a Justiça italiana renovou por pelo menos mais 40 dias sua detenção.


Bookmark and Share


TAGS » Política, Mensalão