Porto Alegre, sábado, 22 de Novembro de 2014

  • 24/02/2014
  • 20:02
  • Atualização: 20:39

Suplente de Azeredo renuncia e Edmar Moreira volta à Câmara dos Deputados

Atual prefeito da cidade mineira Montes Claros recusou a vaga de deputado federal

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  • Agência Brasil

A renúncia de Eduardo Azeredo (PSDB-MG) abre caminho para o retorno à Câmara dos Deputados de Edmar Moreira (PR-MG), que ficou conhecido como "deputado do castelo". Nesta segunda-feira, o primeiro suplente de Azeredo, Ruy Muniz (DEM-MG), atual prefeito de Montes Claros, encaminhou à Câmara carta na qual recusa a vaga de deputado federal. Com isso, o caminho fica aberto para Moreira assumir o mandato, já que é o segundo na lista de suplentes da coligação PP-PR-PPS-DEM-PSDB.

De acordo com a Secretaria-Geral da Mesa Diretora, a carta de Muniz será publicada nesta terça-feira, no Diário da Câmara dos Deputados. Moreira já encaminhou documento solicitando informações sobre a posse.
Em 2009, Moreira, que chegou a ser corregedor e vice-presidente da Câmara, disse que deputados não deveriam ser julgados pela Casa, pois teriam "o vício insanável da amizade". As declarações fizeram com o que ele renunciasse ao cargo que ocupava na Mesa Diretora da Câmara.

À época, o então deputado teve que responder, no Conselho de Ética da Casa, pelo uso indevido da verba de gabinete, mas foi absolvido, por 9 votos a 3. Moreira também teve que dar explicações sobre a posse de um castelo, avaliado em R$ 25 milhões, no interior de Minas Gerais. Segundo denúncia publicada no jornal Folha de S.Paulo, o imóvel não teria sido declarado à Justiça Eleitoral.

Moreira explicou que não declarou a posse do castelo porque este tinha sido registrado em nome do filho Leonardo Moreira, que é deputado estadual pelo PSDB mineiro. Após a denúncia, Moreira disputou uma vaga na Cârma Federal. Com 45.576 votos, não chegou a ser eleito e ficou entre os suplentes.

Azeredo foi apontado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, como o maestro no chamado mensalão mineiro. No processo em análise do Supremo Tribunal Federal (STF), Janot afirma que o tucano desviou recursos públicos para financiamento de sua campanha à reeleição ao governo do estado, em 1999. O procurador pediu a condenação do ex-deputdo a 22 anos de prisão pelos crimes de peculato e lavagem de dinheiro.


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