Porto Alegre, segunda-feira, 20 de Outubro de 2014

  • 24/02/2014
  • 21:23
  • Atualização: 21:34

EUA se mantêm neutros e pedem governo técnico na Ucrânia

Casa Branca garantiu confiança em transição pacífica para eleições democráticas

População acendeu velas na praça da Independência em homenagem a vítimas de confrontos | Foto: Louisa Gouliamaki/AFP/CP

População acendeu velas na praça da Independência em homenagem a vítimas de confrontos | Foto: Louisa Gouliamaki/AFP/CP

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  • AFP

Os Estados Unidos buscaram neutralidade, nesta segunda-feira, em relação a apoiar plenamente o presidente interino da Ucrânia, Oleksander Turchynov, como legítimo governante do país. A Casa Branca recomendou um governo técnico em Kiev, para promover eleições antecipadasa após a onda de violência que marcou os protestos no país.

O porta-voz norte-americano, Jay Carney, destacou que o ex-presidente Viktor Yanukovytch "não estava realmente conduzindo o país", e que Washington não podia confirmar onde ele se encontra atualmente. Carney reconheceu que o Congresso ucraniano havia "elegido legalmente seu novo líder" e afirmou que a Casa Branca apoia os esforços para manter a situação política sobre controle e para "garantir que as instituições de governo funcionem".

O diplomata disse que o país está preocupado em promover um processo sem violência na Ucrânia, dando lugar a um governo tecnocrático e multipartidário, que possa ajudar a realizar eleições antecipadas. Também explicou que os Estados Unidos acreditam que o presidente russo, Vladimir Putin, com quem Barack Obama conversou por telefone sobre a crise ucraniana na última sexta, tem interesse em assegurar uma transição pacífica em Kiev.

Carney afirmou que é "inteiramente apropriado" e que "não há contradição" no fato de o povo ucraniano estar interessado em uma integração maior com a União Europeia e, ao mesmo tempo, manter o vínculo histórico e econômico com a Rússia.

Dois dias depois da destituição de Yanukovytch, que deixou o poder depois de três meses de violentas manifestações, os dirigentes que chegaram ao poder pretendem dar prioridade às relações com a UE. Moscou é o principal sócio comercial da Ucrânia, que depende quase que totalmente dos russos para obter seus recursos energéticos. Além disso, quase um quarto do comércio exterior da Ucrânia é com seu poderoso vizinho.

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