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25/02/2014 07:29 - Atualizado em 25/02/2014 07:45

Estudantes convocam novas manifestações na Venezuela

Nicolás Maduro chamou governadores para “diálogo de paz”

Conflitos na Venezuela já provocaram 14 mortes<br /><b>Crédito: </b> Raul Arboleda / AFP / CP
Conflitos na Venezuela já provocaram 14 mortes
Crédito: Raul Arboleda / AFP / CP
Conflitos na Venezuela já provocaram 14 mortes
Crédito: Raul Arboleda / AFP / CP

Estudantes opositores convocaram uma passeata para esta terça-feira contra o governo do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, ao mesmo tempo que os Estados Unidos pediram um "diálogo genuíno" entre as partes do conflito, que provocou 14 mortes em quase três semanas. "Espero todos na praça Alfredo Sadel. caminharemos até a embaixada de Cuba", escreveu a líder estudantil da Universidade dos Andes, Gaby Arellano, no Twitter.

Nessa segunda-feira foram registrados protestos nas cidades de San Cristobal, perto da fronteira com a Colômbia, e na zona leste de Caracas, onde os manifestantes queimaram pneus e formaram barricadas para impedir o trânsito em algumas avenidas.

Na praça Altamira de Caracas, na Zona Leste de Caracas, um grupo de manifestantes que bloqueava algumas avenidas enfrentou a militarizada Guarda Nacional Bolivariana (GNB), que usou gás lacrimogêneo e balas de borracha para dispersar o protesto.

A procuradora-geral, Luisa Ortega, admitiu que 12 denúncias de violações aos direitos fundamentais nas três semanas de protestos estão sendo investigadas. A violência deixou 14 mortos, mais de 140 feridos e 45 detidos. Os manifestantes protestam contra a insegurança, a inflação, a escassez de produtos básicos e contra a detenção de vários companheiros.

Maduro convoca governadores a diálogo de paz

Maduro, herdeiro político do falecido presidente Hugo Chávez, participou nessa segunda-feira em uma reunião com prefeitos e governadores para preparar um diálogo nacional de paz, previsto para esta quarta-, mas o principal opositor venezuelano, Henrique Capriles, não compareceu ao encontro.

Capriles, governador do estado de Miranda e da ala moderada da opositora Mesa de Unidade Democrática (MUD), se negou a participar no encontro, segundo ele, como protesto pela "situação de violação dos direitos humanos e repressão" do país. Mas Maduro afirmou estar "seguro que vão sair grandes acordos para o futuro da pátria". Ele pediu respeito à Constituição e entendimento.

O governador opositor do estado de Lara, Henri Falcón, pediu a Maduro a redução dos confrontos e que o governo reconheça que a Venezuela "vive uma crise econômica", com a escassez de alimentos e a inflação elevada. Analistas duvidam do alcance do diálogo e muitos consideram que a convocação de Maduro é uma tentativa de ganhar tempo para aplacar os distúrbios.

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Fonte: AFP







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