Porto Alegre, sábado, 25 de Outubro de 2014

  • 25/02/2014
  • 07:52
  • Atualização: 08:06

Ziulkoski confirma candidatura no PMDB para concorrer ao Piratini

Pré-candidato apresentou propostas a membros do diretório metropolitano

Ziulkoski confirmou disputa com Sartori em março | Foto: Tarsila Pereira

Ziulkoski confirmou disputa com Sartori em março | Foto: Tarsila Pereira

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  • Iuri Ramos

Com forte discurso de campanha, o pré-candidato ao governo do Estado Paulo Ziulkoski (PMDB) apresentou nessa segunda-feira suas ideias para o Estado a membros do diretório metropolitano do partido. O peemedebista, presidente da Confederação Nacional dos Municípios há 17 anos e que tem hoje o apoio majoritário dos prefeitos da sigla no Estado, definiu a bandeira municipalista como o principal tema a ser defendido na pré-convenção em 15 de março, quando concorre à indicação contra o ex-prefeito de Caxias do Sul José Ivo Sartori.

Ele demonstrou mágoa ao lembrar que durante os governos de Antônio Britto (PMDB), Germano Rigotto (PMDB) e Yeda Crusius (PSDB), do qual o PMDB também fez parte, ele não foi convidado a ocupar qualquer cargo. "Vocês me conhecem há quanto tempo? E só agora estou recebendo esta oportunidade de debater o tema do municipalismo. Em três governos que o PMDB teve no RS, eu nunca fui convidado. Nem para varredor", lamentou.

Para quem pensa que a sua candidatura é uma simulação, adverte: "O Sartori é uma grande pessoa, tem ótimas ideias e poderá ser grande governador se for escolhido. Mas me comprometi com alguns companheiros e não posso deixá-los agora", justificou. Ontem, durante cerca de 30 minutos, ele criticou a relação do governo federal e estadual com as prefeituras. "Há um processo que vem se aprofundando de se federalizar as arrecadações. O governo do PSDB concentrou as receitas na União, o PT continuou. Mesmo assim, o nosso Estado não recebe um centavo do governo federal para a educação básica. Como podemos aceitar isso?", indignou-se.

Marco Alba (PMDB), prefeito de Gravataí, defendeu ontem a indicação de Ziulkoski por ter sido escolhido pelas ideias, ao contrário do histórico recente da sigla. "O nome surgiu do debate e da necessidade do fortalecimento do municípios. O Paulo foi escolhidos por suas ideias, uma quebra de paradigma dentro do partido", alfinetou.


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