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25/02/2014 13:26 - Atualizado em 25/02/2014 13:31

Coreia do Sul cria comissão para estudar reunificação com o Norte

Equipe multidisciplinar vai trabalhar para promover o diálogo e as trocas intercoreanas

A presidente da Coreia do Sul, Park Geun-hye, anunciou nesta terça-feira a criação de uma comissão encarregada de elaborar estratégias para o projeto de reunificação com a Coreia do Norte. "É necessário preparar a reunificação, que abrirá uma nova era na península", declarou Park Geun-hye no discurso de aniversário do seu primeiro ano de mandato. Park sublinhou que o fim da divisão seria benéfico para todos pela combinação entre o know-how do Sul e os recursos naturais do Norte.

Essa comissão multidisciplinar de peritos vai trabalhar para promover o diálogo e as trocas intercoreanas, tendo em vista a reunificação. Seul, capital do Sul, e Pyongyang, capital do Norte, ainda não assinaram um tratado de paz que substitua o armísticio de 1953 - quando terminou a Guerra da Coreia.

A reunificação da península coreana é, há muito, um objetivo de ambos os lados, mas a opinião pública do Sul está cada vez mais hesitante, devido ao fosso econômico que separa os dois países. A Coreia do Sul é a quarta economia asiática e seu Produto Interno Bruto representa 40 vezes o da Coreia do Norte. Para os peritos, com a criação de uma comissão específica para a questão, além do já estabelecido Ministério para a Reunificação, a presidente Park espera despertar o interesse enfraquecido da opinião pública para esta questão.

Na semana passada, foi promovida a primeira reunião em três anos de famílias divididas pela separação das duas Coreias. Acompanhados por parentes próximos, os 82 idosos sul-coreanos eleitos para integrar o primeiro dia de reuniões encontraram com as respectivas famílias do Norte. Haverá uma segunda rodada de encontros, com 88 candidatos norte-coreanos a estabelecerem contato com 360 parentes que vivem na Coreia do Sul, depois de terem passado mais de seis décadas separados. O encontro na última semana foi o 19º entre famílias separadas pela guerra.

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Fonte: Agência Brasil






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